quarta-feira, 16 de abril de 2014

Multimídia na Educação e Produção de um Vídeo

No curso de Artes Visuais em Licenciatura temos a disciplina de Multimídia na Educação. Essa disciplina nos possibilitou conhecer e refletir sobre o uso das tecnologias aliadas à educação, além das possibilidades diversas do uso efetivo da tecnologia no processo de ensino e aprendizagem. Um dos trabalhos desenvolvidos durante as aulas de Multimídia na educação foi um texto produzido por mim e pela Débora Rossi, a partir de um vídeo com a apresentação da palestra de José Manoel Moran e a leitura do Texto Mídias Sociais: perspectivas, tendências e reflexões, de AYRES, Marcel; CERQUEIRA, Renata; DOURADO, Danila; SILVA, Tarcízio (orgs). Fiz algumas modificações e alguns acréscimos no texto para divulga-lo nesta postagem.
É possível fazer algumas reflexões sobre como se utilizam as mídias digitais na educação nos dias de hoje. Uma das questões abordadas é sobre como ocorre a reorganização do espaço na comunicação entre as pessoas por vídeo conferências, por exemplo, no ensino à distância, dentre outros processos de comunicação e ensino com a utilização dos recursos tecnológicos.
Já existem escolas que oferecem um computador por aluno, e o uso do quadro negro deixa de ser o principal recurso pedagógico. É possível a reorganização dos alunos na sala de aula para otimizar o processo de ensino e aprendizagem. Não somente aulas expositivas são a forma de ensinar nos dias de hoje. Há muitas possibilidades de levar o conhecimento ao aluno. As tecnologias móveis e as tecnologias em geral, mudam daquele que informa para aquele que orienta. O papel do professor é transformado de mero transmissor, para um mediador e orientador na busca do conhecimento através das ferramentas tecnológicas.
Neste contexto, é possível ver mudanças na forma como o professor pode proporcionar aprendizagem. Outras questões devem ser pensadas: Como motivar os alunos? Como organizar tudo isso para que os processos de aprendizagem sejam significativos para o aluno? Como proporcionar ambientes ricos de atividades significativas? Como ajudar o aluno a selecionar o que é importante para a aquisição de conhecimento, em um espaço virtual de quantidades infinitas de informações. Para isso é necessário um conjunto de ações dentro e fora da sala, uma reorganização curricular e das diretrizes e intensão do professor em proporcionar um ensino que alie o contato humano e as tecnologias.
Moran propõe as diretrizes da escola humanista: mais orientação na pesquisa, sínteses, currículos flexíveis com momentos presenciais integrados com ambientes digitais. Outra questão é ficar atento à individualidade do aluno. Nem todos precisam andar no mesmo ritmo, pois cada aluno tem um ritmo diferente de aprendizagem. O respeito às diferenças é fundamental.
Deve-se proporcionar atividades opcionais com desafios que agucem a curiosidade do aluno que permitam a integração entre o radar e foco. Equilibrar e integrar a atividade individual e coletiva.
Há vários tipos de comunicação. São recursos que podem nos ajudar a motivar os alunos. Começar por ambientes mais formais. Ambientes digitais de aprendizagem: redes sociais, blogs, textos jornalísticos etc. Mas como organizar a pesquisa? É outra questão. Trabalhar com mapas conceituais, blogs, powerpoint, escrita colaborativa, como wikipedia, podem ser atividades interessantes para serem feitas com os alunos.
O site " EscolaBR" sobre inclusão digital nas escolas públicas pode ser um bom exemplo de como utilizar os vários recursos que a tecnologia pode proporcionar para uma educação inclusiva de qualidade.
No entanto, a tecnologia não deve substituir o valor humano nas relações entre os sujeitos. Deve ser um apoio, um complemento, uma ferramenta. O texto Mídias sociais levanta questões interessantes. De que maneira a informação e interação com o professor nessas mídias ajudam na aprendizagem? O professor deve planejar com cuidado o que vai trabalhar na sala de aula. Que recursos vai usar. Ele deve pesquisar e deve estar seguro quando chegar na sala de aula para poder orientar seus alunos. O professor pode aprender muito com o aluno também nesse processo. O professor deve tomar muito cuidado para não misturar com o lado pessoal do aluno no contato pelo Twitter, por exemplo, como se fala no texto. Os alunos (crianças e adolescentes) são muito mais rápidos para entender como funciona a tecnologia e o professor precisa tentar acompanhar seus alunos nesse processo. O grande problema é não conseguir estabelecer uma linha entre o pessoal e o formal. O professor tem que estar pesquisando, conversando com seus alunos, verificando o que eles andam acessando e usar dessas informações para elaborar uma boa aula.
Quando o professor posta coisas sobre o conteúdo aplicado por ele no face/twitter é uma maneira de instigar o aluno. Pode-se considerar uma mensagem sutil quando o professor expõe um conteúdo pelo face, pois permite que o aluno tenha contato com este conteúdo através dos espaços virtuais frequentados pelos alunos. De fato, nem todos vão abrir, mas o conteúdo vai estar disponível para todos. Cabe ao professor promover a conscientização quanto a suas possibilidades em termos de aprendizagem. Daí entra a formação do professor e o comprometimento dele com a educação.
O professor deve saber orientar o aluno quanto ao que ele pode ter de possibilidades de aprendizagem pela web, e não apenas aproveitar para tirar dúvidas com o professor. O papel do professor mudou muito na era tecnológica, mas o professor em si, não se deu conta disso. O professor não precisa necessariamente divulgar o conteúdo, mas levar o aluno a pesquisar.
O papel do professor mudou e o do aluno também. O aluno não apenas fica esperando o conteúdo, mas corre atrás. Tem que buscar, pesquisar, ler. Nesse sentido o professor virou um mediador e orientador e o aluno tornou-se mais autônomo no processo de aprendizagem.
O problema é a pesquisa mal orientada no ensino fundamental e médio. Somente na faculdade é que pedem produções para os alunos. No ensino fundamental e médio deveriam orientar sobre tipos de textos em todas as disciplinas, não somente na disciplina de Língua Portuguesa. Como produzir um artigo, noções de normas da ABNT, para não chegar na faculdade sem noção de como escrever e estruturar textos científicos.
A realização de uma proposta de trabalho usando a tecnologia deve amadurecer o aluno durante o ensino fundamental e médio, para quando chegar a faculdade ele tenha consciência da importância da busca e da produção.
Após a leitura de muitos textos relacionados com as mídias sociais, visita ao Museu da Imagem e do Som (MIS), visita a uma escola municipal para conhecer a sala de informática e alguns trabalhos desenvolvidos pelo professor de arte, diversos vídeos sobre o uso das tecnologias na educação, a construção de um blog (este eu já tinha, mas revitalizei), pesquisas na internet sobre as variadas ferramentas de pesquisa disponíveis como Google Earth, Google Docs, Youtube, Blogs etc., cada acadêmico da turma de Multimídia na Educação teve a “missão” de produzir um vídeo. A produção desse vídeo, partiu da ideia de usar um artista e sua(s) obra(s) como tema para o vídeo. Cada aluno escolheu seu tema e seu artista e criou um roteiro para a produção do vídeo. Além disso, ficou responsável por providenciar toda a indumentária que caracterizaria o artista ou obra escolhida. Um colega da turma, ficou responsável pela filmagem, enquanto a professora Rozana Valentim dirigiu cada aluno ou alunos, no caso de trabalhos em duplas. A edição do filme ficou sob a responsabilidade de cada acadêmico, com a especial ajuda do colega Bruno Muniz, o mesmo que filmou cada roteiro. No meu caso, meu marido Affonso Freitas, também deu sua imensa contribuição orientando-me sobre a parte técnica de edição de vídeo. A ideia de edição junto ao roteiro foi minha. A maior parte das falas foram improvisadas.

O resultado pode ser visto no vídeo abaixo.


Foi um trabalho difícil, porém, prazeroso e desafiador. Um trabalho que nos permite acreditar que é possível aliar as tecnologias a uma educação mais dinâmica e atraente aos alunos. Agradeço imensamente à professora Rozana por proporcionar atividades que nos levaram à superar alguns medos em relação ao uso das tecnologias, à dividir conosco o seu conhecimento, à nos instigar enquanto alunos e futuros professores e a nos conquistar com o seu carisma, simpatia, generosidade, educação, simplicidade, dignidade, ética,  paciência, sabedoria e competência. Ao concluirmos esta disciplina ela vai nos deixar seu conhecimento e muita saudade.
Turma de Multimídia na Educação 2014-UFMS
Professora Rozana Valentim de calça verde à direita



domingo, 13 de abril de 2014

Simplesmente, Frida!


Magdalena Carmen Frieda y Calderón. Lendo este extenso nome identificamos um nome conhecido na história da pintura.Uma importante pintora mexicana do século XX, mais conhecida como Frida Khalo.
Frida Khalo nasceu em Coyocan, México, 6 de julho de 1907 e faleceu em 13 de julho de 1954, exatamente sete dias depois de ter completado 47 anos de idade. Era filha do famoso fotógrafo judeu-alemão Guillermo Khalo e de Matilde Calderon y Gonzales, mestiça.
Frida era apaixonada pela cultura de seu país e representava essa paixão em suas obras e em sua maneira de se vestir, incluindo elementos da cultura popular em seus trabalhos.

Frida nos deixou uma autobiografia e um diário, que foram publicados em 1953 e 1995, respectivamente. Neles, ela deixou registradas suas dores e frustrações pela infidelidade do marido Diego Rivera, por quem era muito apaixonada. Também deixou registrado tanto em suas obras quanto em seus escritos o sofrimento pela impossibilidade de ter filhos.  Sua vida está refletida e sintetizada em sua obra, que carrega uma linguagem própria, com imagens fortes de seu sofrimento físico e psicológico, decorrente de uma poliomielite na infância, um grave acidente na juventude e a relação conturbada com seu marido Diego Riveras, pintor mexicano. 

Frida, aos seis anos, teve poliomielite que a deixou com um dos pés atrofiados e uma perna mais fina que a outra. Quando ela tinha dezoito anos, um acidente gravíssimo deixaria marcas físicas e psicológicas profundas pelo resto de sua vida. Na época, Frida estudava medicina na Escola Preparatória Nacional e seus estudos foram interrompidos devido ao acidente. Ela teve seu corpo atravessado por uma barra de ferro, causando múltiplas fraturas, que a deixaram meses de cama até sua recuperação. Ao todo, ela fez 35 cirurgias e mesmo depois de sua recuperação ela teria complicações pelo resto da vida devido ao acidente.

A pintora Frida surgiu no período em que ela se recuperava do acidente. Sua mãe colocou sobre sua cama um cavalete, tela, tintas e pincéis e seu primeiro trabalho foi um auto retrato. Era assim que ela passava seu tempo de recuperação: pintando o que sentia.

Frida em sua cama, pintando uma tela

Sobre sua obstinação em pintar auto retratos, 55 ao todo, que representam um terço de toda sua obra ela justificava dizendo: "Pinto a mim mesma porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor".
Ao apresentar seus quadros a Diego Rivera pela primeira vez, nasce ali a artista e o amor entre os dois. Eles se casam quando ela tinha 22 anos.
Frida passa a acompanhar seu marido Diego em suas viagens aos EUA revelando seu talento e irreverência ao mundo. Ela sofre três abortos e tem os dedos do pé direito amputados. O casal volta dos EUA em 1934 e o relacionamento com Diego piora e ele começa a traí-la com sua irmã mais nova, Cristina.
Sobre sua dor pela perda de três filhos Frida confessa: "Pintar completou minha vida. Perdi três filhos e uma série de outras coisas que teriam preenchido minha vida pavorosa".
Frida se separa de Diego no ano seguinte e se relaciona com o escultor Isamu Noguchi. Logo, o casal se reconcilia e volta a morar juntos. Frida também tem um caso de amor com Leon Trotski que se refugia com a esposa Natalia Sedova em sua casa no México.
Graças a André Breton, escritor, poeta e famoso teórico do surrealismo, que se encanta por sua obra e lhe apresenta Julian Levy, colecionador e dono de uma galeria em Nova York, responsável por organizar a primeira exposição individual de Frida, realizada em 1939. A exposição foi um sucesso e ela realizou outras exposições em Paris, onde conheceu Picasso, Kandinsky, Duchamp, entre outros.
Frida ganha reconhecimento e fama por seus trabalhos, mas sua vida pessoal e sua saúde continuam a decair. Em seu diário escreve: "Pés para que quero, se tenho asas para voar?" A ideia de morte para Frida era algo tranquilizador e ela faleceu em 13 de julho de 1954, em sua cama, de embolia pulmonar, segundo foi divulgado. Em seu diário ela registrou: "Espero a partida com alegria... e espero nunca mais voltar... Frida."
Em 2002 foi lançado o filme "Frida"com a atriz Salma Hayek no papel de Frida. Um filme que revela a vida conturbada de uma das artistas mais fortes e marcantes da história da pintura.
O interesse pessoal por esta artista tem relação com o fato de ela ter sido uma figura feminina à frente de sua época. Seu envolvimento amoroso com homens e mulheres, não era bem visto pela sociedade mexicana, mas ela não se importava com as opiniões alheias e vivia sua vida como queria. Outro fator que a torna uma figura interessante era seu interesse pela arte, política e cultura. Sem falar de suas superações pessoais em relação ao grave acidente e suas sequelas e ao casamento conturbado com Diego. Sua obra intriga e causa angústia em muitos, porque expressa toda a sua dor e angústias internas. Ela sublimava sua dor através de sua arte. Frida encanta pela sua força pessoal e pela sua obra que expressa essa força!




sexta-feira, 21 de março de 2014

Alguns trabalhos de Arte



É bom voltar a escrever neste espaço. Depois de praticamente dois anos sem publicar, volto aos pouquinhos trazendo mais coisas em minhas bagagens. Quantas coisas aprendi e como é bom aprender algo novo sempre.
Durante esses dois anos aprendi diversas técnicas de artes no Curso de Artes Visuais da UFMS, além de conteúdos teóricos muito interessantes. Participei de um projeto de Iniciação Científica sobre Revistas Eletrônicas na área de Letras e Linguagens, que me fez entender um pouco sobre como o conhecimento científico produzido nas universidades é disseminado através dos meios eletrônicos. Mas esse é tema para um post específico sobre o assunto.
Bom, muitas coisas foram feitas e as fotos de alguns dos trabalhos desenvolvidos neste período de 2 anos estão aqui, sem uma ordem cronológica. Abaixo de cada foto contém informações sobre a técnica desenvolvida e os materiais usados. 
São possibilidades de trabalhos que podem ser feitos com alunos de Ensino Fundamental e Médio, devendo se considerar a idade e o grau de dificuldade de cada trabalho, a disponibilidade dos materiais e a viabilidade dos mesmos. Lembrando que para propor um trabalho aos alunos, deve-se fazer um bom planejamento. E dentro deste pensar em quais são os objetivos, as metodologias, os materiais, a avaliação. Deve-se pensar em que linha pedagógica seu trabalho se encaixa e como fazer com que a teoria e a prática dialoguem, fazendo sentido para o aluno. 


Marchetaria
Técnica: Marchetaria
Materiais: Lâminas de madeira de várias cores, cola, estilete, pincel

Modelagem
Técnica: Gesso e papietagem
Materiais para primeira máscara com molde do rosto: Atadura gessada, vaselina, bacia com água (máscara com gesso) /
Máscara de papel jornal, feita a partir da máscara de atadura gessada/
Máscara de gesso maciço feita a partir da máscara de atadura gessada

Impressionismo
Técnica: Pintura  com tinta  acrílica sobre tela
Materiais: visor de papel para escolha de parte da obra original, tela, pincéis e tinta acrílica

Pintura Barroca
Técnica: Pintura com tinta acrílica sobre papel
Materiais: canson de gramatura 300 , tamanho A3 /
tinta acrílica, pincéis e visor de papel para escolha de parte da obra original

Minhas mãos
Técnica: Modelagem com argila
Materiais: placa de azulejo, argila, estecas de vários tipos

Minhas mãos
Técnica: Modelagem com argila
Materiais: placa de azulejo, argila, estecas de vários tipos

Retrato da Alice (minha filha)
Técnica: Pintura em MDF
Materiais: MDF, projetor, lápis, tinta acrílica, serra tico-tico 

Vasos, potes, centro de mesa (peças para ir ao forno)
Técnica: Modelagem em Argila
Materiais: Argila, facas, garfos, água, panos, plásticos etc

Centro de mesa para ir ao forno

Pote com pintura de engobe para ir ao forno

Vaso vazado com pintura de engobe para ir ao forno

Potes e caixa de de argila com pinturas de engobe para ir ao forno
Máscara para apresentação de uma performance
Máscara de gesso decorada com tinta de tecido, gliter e filta de cetim
Técnica: Gesso moldado no rosto

Placa de linóleo desenhada
Técnica: Gravura em Linóleo
Materiais: Placa de Linóleo, goivas, papel para impressão, caneta permanente

Maternidade
Técnica: Modelagem em argila
Materiais: Argila, água, estecas, saco plástico

Maternidade

Técnica: Escultura em bloco de gesso sólido
Materiais: isopor, fita crepe, gesso em pó, água, formão, martelo etc

quinta-feira, 20 de março de 2014

Educação de qualidade é possível


No domingo passado assisti ao programa Fantástico, especialmente para ver a reportagem sobre uma escola pública de sucesso no Piauí. Mostrar em rede Nacional o que anda acontecendo de bom na educação em algumas escolas, pode servir de injeção de ânimo para que gestores e professores que enfrentam problemas no cotidiano escolar, repensem seu papel na escola e dentro da educação.
Saber que há escolas públicas de boa qualidade, em meio a tantas que enfrentam problemas sérios como baixos resultados em provas, violência escolar e evasão, é como um sopro de esperança para muitos gestores e educadores.
Ao sabermos que existem escolas públicas que conseguiram resolver problemas como desinteresse de alunos, falta de compromisso de professores, violência, notas baixas, podemos nos perguntar: Que tipo de ações foram ou são desenvolvidas nessas escolas e como essas poderiam apontar caminhos de sucesso para outras escolas? Há um modelo de gestão? Há um modelo metodológico? Segundo os dados apresentados na reportagem "somos a sexta maior economia do mundo, mas na educação, estamos em 88º lugar. Os professores ganham mal e os alunos não gostam das aulas." 
Algumas escolas mostradas na matéria, como uma escola no interior do Piauí, alcançaram ótimos resultados em olimpíadas de Matemática e Química e outros prêmios, além de notas acima da média no Enem.
Mas qual é o segredo dessas escolas públicas de sucesso? Existe uma receita? Uma manual? Não.
Não há mágica. Há conscientização de alunos, pais, professores e boa gestão. Simples, assim. O trabalho em equipe é a chave. O gestor ou gestora precisa estar na direção, mostrando que vale a pena "investir" no aluno. O gestor ou gestora, junto aos professores, coordenadores e pais de alunos, precisam falar a mesma língua, ter o mesmo ideal, buscar alcançar as mesmas metas. É preciso levar professores, alunos e as famílias desses alunos a acreditar em seus sonhos, levá-los a ter perspectiva na vida, mostrar que somente através da educação, é possível construir uma comunidade e um mundo melhor. É sim um trabalho de formiguinha se pensarmos em sociedade, mas se cada um fizer bem o seu papel, com compromisso e paixão pelo o que se faz, não há como dar errado.
Nessa linha de pensamento, decidi fazer um recorte da fala da diretora regional de educação do Piauí, que considero importante para a reflexão de todo educador, seja qual for sua área de conhecimento:

“A escola tem recebido caravanas e caravanas com estudantes e estudiosos da educação para saber o que acontece aqui. Eu digo: ‘não precisa não’. Basta que cada um faça o seu papel e faça isso com engajamento. Seja professor que você quer ser professor e não porque lhe falta opção na vida. Seja gestor porque você quer conduzir aquela escola proporcionando o melhor para o aluno, e não porque você quer fugir de uma sala de aula. Seja sistema porque você tem ideias para contribuir e quebrar os paradigmas que forem necessários.
Então a partir do momento que cada um de nós enquanto sistema, enquanto professores, enquanto pai de aluno focarmos no principal do processo que é o aluno, isso pensando nele enquanto profissional, ser humano, criança, adolescente, respeitando suas peculiaridades, sua faixa etária. Nós pensarmos nisso com valores e não nos moldes que está se perpetuando: ‘cada um por si e deus por todos".


Não há dúvidas de que a educação é a única ferramenta capaz de transformar e de melhorar a sociedade. E quando gestores, professores, alunos e família acreditam na educação como transformador social, a educação pode melhorar muito.

sexta-feira, 14 de março de 2014

quinta-feira, 24 de maio de 2012

“Pedagogo dando aula de Artes? Onde já se viu? Ladrão de vaga”


Depois de meses sem escrever aqui no meu cantinho, encontrei um tempinho e uma motivação. Na verdade eu até tive momentos em que poderia ter ecrito algo, mas não queria escrever por escrever.  
Bom, muitas coias aconteceram desde a última vez em que fiz uma postagem. Uma das mais importantes foi eu ter voltado a estudar. Depois de quase 20 anos de conclusão do Ensino Médio, passei no ENEM e entrei na UFMS.  Era um sonho distante entrar numa universidade pública. Eu conclui meu ensino médio em escola pública e logo ingressei numa faculdade particular que oferecia dois cursos na época, início da década de 90. Não havia universidade pública na cidade onde eu morava, e eu não tinha condições financeiras de estudar e morar fora. Enfim, até pouco tempo eu pensava que por ter estudado a vida toda em escolas públicas a universidade pública estava fora do meu alcance. Mas eu estava enganada. Consegui entrar numa universidade pública, já meio velhinha(rsrsrs),  e me sinto muito feliz por essa conquista. Agora estou fazendo um dos cursos que nunca havia pensado fazer: Artes Visuais. Veja como a vida nos leva por caminhos que nunca imaginávamos percorrer. Eu que sonhava em ser psicóloga e que estudei 3 anos, também numa universidade particular, agora estou no mundo das artes.
No começo, me perguntei o que estava fazendo ali, mas acho que agora já sei. A essa altura do campeaonato, com uma licenciatura e um curso de Psicologia incompleto, me vejo trabalhando com Artes e voltando a lecionar. Talvez eu tenha nascido pra ser professora mesmo, mas relutava pela falta de valorização nos vários níveis. A arte sempre me atraiu muito, mas eu pensava que para ser artista tinha que ser rico. Agora vejo que basta ser gostar de arte, ser criativo, ter algum talento e ter vontade de aprender. A arte pode trazer rentabilidade, seja no campo da produção ou do trabalho como professor de artes.
Sou pedagoga e minha habilitação é para trabalhar nas séries iniciais e na Educação Infantil.  Contudo, quando morei numa cidade do interior, fui convidada a dar aulas de Artes am séries do ensino fundamental e do ensino médio. Como queria trabalhar, agarrei a oportunidade com vontade. Então durante um ano fui metida a professora de artes! Comecei meio perdida, sem saber direito como transmitir um conhecimento que eu tinha apenas noção, mas que nunca havia estudado. Pensei: “E agora? O que fazer?” Então, mergulhei de cabeça.
Nesse mergulho descobri que o artista ou o professor de artes é um sujeito multitarefas. Ele pesquisa, ele produz, ele cria, ele ensina. Em alguns posts do ano de 2010 coloquei algumas fotos dos trabalhos realizados pelos meus alunos. Na escola onde trabalhei, como na maioria das escolas estaduais, não há espaço próprio para trabalhar Artes. Não há uma sala com armários, materiais diversos, pias com torneiras ou bancadas. Não há sala de artes. O professor carrega pra cima e pra baixo os materiais com os quais vai trabalhar em cada turma que tem sua sala pré-estabelecida. Era meu caso. Certa vez estava tão cheia de materiais para carregar que levei um carrinho de compras com rodinhas. Eu também contava com a gentileza dos alunos para me ajudarem a carregar datashow e o que mais eu estivesse tentando equilibrar. Como eu sabia o que ensinar? Bom, eu seguia o referencial de conteúdos que o Estado envia para todas as escolas. Além disso, eu usava os vídeos do Arte na Escola. Somente isso. O Estado não envia nenhum livro ou material visual como material de apoio. Tem-se apenas o referencial com a ementa de cada ano dividida por bimestre. As imagens, os textos, os slides de aulas, a escolha de materiais, são preparados pelo professor. Assim eu fazia. Eu passava meus dias de folga pesquisando, estudando e planejando as aulas. Além disso, quando vinha para Campo Grande comprava livros de Arte nos sebos, ou então comprava pela internet mesmo. Os materiais que a escola não tinha, eu comprava do meu bolso. Eu tinha onze turmas de cinco séries para preparar as aulas. Nos municípios pequenos nem todos os professores são habilitados em suas áreas. Faltam professores habilitados em várias áreas e o professor de artes naquele município era substituído por um de outra área.
Acredito ter desenvolvido um bom trabalho, mesmo não sendo formada em Artes. Pelo menos tive boas intenções. Primeiro porque sempre procurei fazer um trabalho pedagógico que desenvolvesse o potencial do aluno, que o fizesse pensar, que o fizesse criar algo. Nunca acreditei na mesmice, nem na repetição de modelos pre estabelecidos, quanto menos na reprodução fiel dos livros didáticos.
Porém, recentemente, ao entrar no curso de Artes tenho ouvido algo recorrente: “Uma pedagoga dando aula de artes? Onde já se viu?” “O pedagogo está roubando o lugar dos professores de Artes” foi o que ouvi recentemente, sem que a pessoa soubesse que eu era uma pedagoga dessas, metida a professora de artes. Assim como há professores habilitados em História, Geografia, Português, Biologia e de outras áreas que se acomodam quando sentem e pensam que não são capazes de mudar o sistema, há aqueles que adotam uma postura diferente. São os que procuram fazer a diferença. Não para “aparecer” na escola, mas para efetivamente cumprir com o seu papel de educador e de transformador social. Durante meus muitos anos como professora tanto na rede particular quanto na pública, procurei sempre atuar como se fosse a primeira vez.
O professor, seja de que área for, tem que atuar como os iniciantes que adentram a carreira cheios de sonhos, de ideais e de energia. Eles, os novatos, começam a trabalhar pensando em mudar a realidade vigente, procuram desafiar os padrões impostos, e mesmo sem experiência, mesmo cometendo erros, buscam o melhor para seus alunos. Mesmo que o “sistema” sufoque a vontade e a critividade do professor, ele precisa resistir a esse efeito devastador que acomete a grande maioria dos profissionais. Não se deve deixar que o comodismo e a  desesperança tomem o lugar do compromisso e da vontade que todos abraçam no início da carreira.
Fico chateada quando dizem pejorativamente que pedagogos se metem a dar aulas de artes, como se fôssemos totalmente negligentes e totalmente despreparados. Também somos vítmas de um sistema que paga mal e que não oferece condições apropriadas para um trabalho de qualidade. Nem por isso, me sinto em dívida pelo trabalho que desenvolvi em 2010 como professora de Artes. A mesma pessoa que falou em alto e bom som sobre os pedagogos que estão roubando o lugar dos professores de artes, por questões de politicagem, disse também que aproximadamente 30% dos professores formados em artes, na mesma instituição onde faço artes, estão desenvolvendo um trabalho ruim nas escolas. Oras, há algo de errado nisso. Se fala mal de quem está trabalhando como arte educador sem ser habilitado e e também se fala mal de quem é habilitado. O professor habilitado em artes está desenvolvendo um trabalho tão ruim quanto o não habilitado? Quem pode ser responsabilizado por isso? Como suprir a falta de professores habilitados aqui na capital e nos municípios do interior? Como  explicar o baixo índice de aprovação de professores do estado e do município nos concursos públicos?
Em vez de criticar o pedagogo que nem tem vaga nos concursos do Estado de MS, e está tapando buracos para se sustentar, devia-se investigar sobre a baixa aprovação nos concursos, sobre as práticas mal sucedidas dos professores habilitados em suas áreas e principalmente buscar entender como um professor que trabalha dois e, às vezes, três períodos para ter uma renda razoável, pode desenvolver um trabalho de qualidade? Que tipo de suporte o Estado ou o Município dá a esse professor, seja ele habilitado ou não na área de Artes? O que está sendo feito para mudar e melhorar a qualidade na educação de modo geral?
Espero que esse preconceito contra os pedagogos não se estenda aos novos aspirantes à professores de Artes. Aquele que desenvolve bem o seu trabalho, não fica sem vaga para trabalhar. Ninguém está roubando a vaga de ninguém. Cada um está onde deve estar!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Em breve...





Olá visitantes, estive fora por um tempo fazendo muitas coisas e reorganizando a vida. 
Em breve estarei escrevendo sobre as novidades que trago em minhas bagagens. 
Um beijo

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Aprendendo algo novo



Ando meio sumida, porém, com saudades do meu cantinho, das minhas bagagens!
Não comentei por aqui, mas estou me preparando para o ENEM 2011. É como se eu estivesse voltado para o Ensino Médio. Estou estudando há uns 4 meses, no entanto, sendo mãe de uma menininha cheia de energia, dando umas aulinhas particulares ou substituindo vez ou outra e estando sem empregada (ainda), não estudei tudo o que deveria. Afinal, faz 20 aninhos que saí do EM, mas não contem pra ninguém, por favor!!
Embora eu tente ficar antenada aos acontecimentos do Brasil e do mundo, o que me preocupa mesmo são as matérias específicas das áreas de Ciências da Natureza como Física, Química e Biologia e a tão temida Matemática e suas tecnologias. De resto, acho que dou conta. Tenho aí, mais duas semanas para enfiar as caras nos estudos e tentar uma vaga na Federal, no intuito de concluir meu curso de Psicologia.
Mas o que eu quis mesmo compartilhar com os amigos e visitantes é que mesmo tendo pouco tempo para outras atividades, iniciei um curso de violino há três semanas. Aproveitando que minha filha faz musicalização em uma sala, em vez de ficar esperando a aula dela terminar, resolvi aliar a fome com a vontade de comer e estudar violino na outra sala.
Ao meu ver, o violino emite um dos mais lindos e agradáveis sons. Sempre fui eclética musicalmente. Mas o violino, tanto na música clássica, quanto em outros ritmos como rock/pop e hip hop, sempre foi de longe o instrumento que mais me encantava na melodia. No último sábado, tive minha terceira aula e já consigo tocar, é claro que com pouca desenvoltura, a música "Brilha, brilha estrelinha". Pelo método Suzuki, essa é a primeira canção que aprendemos. Enquanto aprendemos a tocar as primeiras notas, já na primeira aula, aprendemos as notas que compõem a música.
Como há variações no modo de tocar a mesma música, estou estudando (treinando) os três primeiros modos.
Quando optei por ter aulas de violino, tive alguns objetivos:

  • Tocar um instrumento requer atenção e concentração. Estudar para o Enem, também. Isso me permite aumentar minha concentração, já que uma de minhas dificuldades é a concentração.
  • Aprender algo novo permite ao cérebro fazer novas conexões, evitando assim, o aparecimento do Mal de Alzheimer. Tendo casos de Alzheimer na família, preciso manter meu cérebro ativo desde já.
  • Aprender a tocar um instrumento que se gosta é estimulante, e mesmo diante das dificuldades inerentes a quem nunca estudou música, como eu, se você gosta daquilo que está aprendendo, o risco de desistir é bem menor. 
  • Aprender qualquer instrumento requer disciplina. Ninguém é um virtuose sem dedicação e disciplina. Não que eu tenha essa pretenção, e nem que eu quisesse poderia, mas acredito que para ser um virtuose, tem que se combinar talento nato a muita dedicação.
  • Por fim, aprender algo novo é prazeroso e prova que somos capazes de superar limites. Nos sentimos vivos e capazes.
Se estudar violino me ajudará a passar no ENEM? Acho que sim. Eu pensava que seria como estudar piano ou violão, em que a pessoa dedica  horas e horas do dia. Seguindo aos conselhos da professora, basta de 10 a 15 minutos por dia, para não cansar e não enjoar. Tem que ser prazeroso e não obrigatório e exaustivo. Gostei desse método porque posso aliar o prazer de estudar um instrumento de que gosto com os estudos para o ENEM.
Andei vendo no youtube algumas pessoas tocando a mesma música, iniciantes como eu, e cheguei a conclusão de que para quem assistiu a apenas 3 aulas, eu estou me saindo muito bem, obrigada!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Dicas simples de como manter seu casamento nos trinques


Tudo bem, o título parece aquelas chamadas de capas de revistas femininas que ensinam o passo a passo de como deixar seu marido ou namorado louco por você. Bem, como deixar seu marido louco “com” e não “por” você, basta ultrapassar o limite do cartão de crédito. Mas não é disso que vou tratar aqui queridas amigas... e amigos curiosos que por ventura leiam essas dicas.
Quero listar aqui algumas atitudes que, especialmente, as mulheres podem tomar quando virem que o casamento está meio morno, meio bambo das pernas, meio que dobrando o Cabo da Boa Esperança. Me dirijo às mulheres pelo fato de serem elas, e me incluo nisso, as cabeças emocionais da relação. Mulher é mais emocional, mais terna e mais preocupada com o caminhar da relação. É claro que uma única pessoa não pode segurar uma relação se ela está naufragando sem botes salva vidas. É um trabalho em equipe, em que marido e mulher remam juntos. Mas a mulher sabe ser sutil e pode usar de sua inteligência e criatividade para tornar sua relação muito mais gostosa e por que não, divertida.
Quando decidimos nos casar, ou morar juntos, ou ficar, ou seja lá como se chama hoje, não sabemos bem se todo aquele amor que nos fez decidir ficarmos juntos será para sempre ou não. O que acontece é que o amor toma uma nova configuração com o passar dos anos, e você não está bem preparada para as mudanças que os anos trazem. Reclamamos que filhos não vêm com manual, não é? Maridos também não. Aprendemos a conviver no dia a dia e a aceitar o outro como ele realmente é.
Engana-se quem acredita que a paixão deve durar a vida toda. A paixão é aquele sentimento avassalador, que a impede de pensar com a razão, que tira você do rumo, deixa você sem bússola, sem GPS. Onde quer que você vá, pensa no ser amado, para onde quer que você olhe, vê o ser amado. Você “adolesce”, mesmo tendo saído da adolescência há algumas décadas. Você esquece compromissos, troca um programa com os amigos, nem que seja pra ficar em casa pensando no amado e esperando a hora que ele vai ligar. Você até volta a escrever poemas. Você fica com o olhar radiante, a pele macia, como bumbum de bebê, e o sorriso meio bobo fica constante no rosto. Seu cérebro está jorrando endorfina e você se sente a pessoa mais feliz do mundo. O seu amor é o ser mais perfeito da face da Terra. Ele não tem um defeitinho sequer. Mas depois que você e seu amor trocam juras de amor eternas e o dia a dia os permite se conhecerem melhor, a paixão vai arrefecendo. Ela não acaba de vez, mas arrefece. Ela dura mais que dois anos. Talvez chegue aos três, se você ainda não tiver um filho neste período. Falo desse prazo para pessoas normais, é claro. Se a paixão não acabou em 2 ou 3 anos, procure um analista, porque pode ser obsessão.

A relação a dois é um organismo vivo. Cada dia você tem uma surpresa. Algumas boas, algumas ruins. Isso para ambos. Algumas pequenas coisas do dia a dia acabam minando a admiração inicial que você tinha pelo seu parceiro (ou parceira). Coisinhas simples como dividir um banheiro por exemplo. Há coisa mais complicada num relacionamento? Sim, há. Mas essa é uma das coisinhas fáceis de superar. As mulheres, em geral, reclamam porque o homem insiste em deixar a tampa do vaso levantada depois que faz o número 1 (xixi). Agora pensem mulheres: nós precisamos baixar a tampa para fazer nosso número 1; eles precisam levantar a tampa para fazerem o número 1. Por que reclamamos do trabalho de baixar a tampa, se eles têm o trabalho de levantar a tampa? O esforço físico diário é o mesmo para ambos. Por que brigar por tão pouco? São raros os homens organizados. Se você trocar de marido porque o seu é muito desorganizado, pense bem. A probabilidade de você se casar com outro desorganizado é muito, mas muito grande mesmo. Chega a se assemelhar a probabilidade de um prêmio da loteria. Tenha muita paciência e tato e ensine seu maridinho que cada coisa tem seu lugar. Diga a ele com todo o carinho que a tolha molhada que está em cima da cama, não sabe voltar pra o banheiro sozinha. Ensine o que a mãe dele não ensinou e cobre dele com amor e carinho.

Heráclito (aprox. 540-470 a.C.), há muitos séculos atrás, já dizia que tudo é movimento e que nada pode permanecer estático. Assim somos. Seres em constante movimento. O que fomos ontem ficou para trás. Não somos os mesmos hoje. Hoje somos diferentes porque a experiência modifica nosso pensamento e nossas ações. “Não se pode entrar duas vezes na mesma corrente do rio.”(Heráclito)

Entretanto, muitas mulheres reclamam que seus maridos já não são mais os mesmos do início da relação. Ainda bem, não é? Muito certamente a mulher também já não é mais a mesma do início da relação. Mas reclamar é quase que um comportamento involuntário feminino, salvo raras exceções. Basta observar como meninos e meninas enfrentam seus problemas. Os meninos resolvem seus problemas usando mais o corpo que a fala. Ou seja, partem logo para a porrada para resolverem seus conflitos. Em geral, tudo fica bem tão logo se encontrem para jogar bola na hora do recreio. As meninas resolvem seus conflitos na forma verbal. Raras são aquelas que usam da força física para resolverem suas pendengas. Elas gritam, xingam, reclamam, ficam de mal, choram, fazem complô com as amiguinhas para prejudicar aquela outra menininha que não pertence ao seu grupo. Portanto, devemos pensar nessas diferentes formas de comportamento que homens e mulheres apresentam desde crianças.

Bom, mas voltando ao assunto inicial deste post, meu objetivo aqui é dar dicas práticas de como deixar seu casamento ou relacionamento mais harmonioso e por que não, mais quente.
O que fazer?
Dica número 1
Primeiramente, nós mulheres devemos estar sempre bonitas e perfumadas. Devemos cuidar de nossos cabelos, unhas e pele diariamente. Infelizmente a beleza custa tempo e dinheiro, mas é necessária para que nossa auto-estima esteja equilibrada. É claro que não é essencial, se você não estiver bem por dentro, mas ajuda um bocado você se sentir bonita e desejada. Se você sair com seu marido, deve vestir-se de forma que as partes mais atraentes do nosso seu corpo sejam valorizadas. Mas prestem atenção: o que está em cima não pode ficar muito embaixo e o que está embaixo, não pode ficar muito em cima. Traduzindo: Nada de saias muito curtas, nem de decotes que vão até o umbigo. Se usar decote, cubra embaixo. Se usar algo curto embaixo, use uma blusa mais comportada. Seja sexy, não vulgar.
Dica número 2
Se você sai com o seu parceiro e ele insiste em não tirar os olhos de outras mulheres ignorando-a completamente, não reclame, não dê cotoveladas, nem faça cara feia. Isso só vai estragar ainda mais seu passeio. Esteja bonita, levante a cabeça, preste a atenção em quantos pares de olhos a seguem enquanto você passa. Outros homens estão admirando toda a sua beleza e charme. Permita que outros vejam e admirem aquilo que o seu namorado ou marido está desprezando naquele momento. Seu parceiro vai perceber os olhares de outros homens sobre você e vai parar de olhar para outras mulheres rapidinho. Se ele falar algo enquanto caminham juntos, finja estar desligada dele por uns minutos, mostre-se atenta a outras pessoas e sorria falando de como você está feliz por estar ali naquele momento. Nós sabemos muito bem do sentimento de posse que os homens, em geral, têm sobre suas mulheres. Ter uma mulher bonita ao lado, confiante e sexy, é praticamente um troféu que eles adoram exibir para outros homens. Eles perderão o interesse pelas outras e você também será o centro da atenção para ele.
Dica número 3
Complementando a dica anterior, tenha a certeza de que mesmo que você seja lindíssima e que tenha um corpo escultural, seu marido ou namorado, vai olhar para outras mulheres. Faz parte da natureza do homem. Isso é instintivo e vem lá dos tempos da pré-história. Não demonstre incômodo com isso, a não ser que ele repita este gesto insistentemente sem dar nenhuma atenção à você. Mas se um traseiro grande lhe chamar a atenção, não faça escândalos. Isso não significa que ele não te ama. Finja que deixou cair algo no chão e se abaixe para pegar. Todos voltarão o olhar para o seu traseiro que estará empinado para cima. Seu marido vai cuidar do seu traseiro e não do da outra. A sutileza é a alma do negócio.
Dica número 4
Se você descobre que seu marido ou namorado acessa sites de mulheres peladas que ficam se oferecendo diante da webcam, como se oferece um pedaço de bife na vitrine do açougue, respire fundo, conte até 100 e faça o seguinte. Primeiro pergunte a ele se ele realmente se excita ao ver mulheres nuas na internet. Mostre seu desconforto, se é que você se sente desconfortável com esse fetiche dele, e encerre o assunto sem delongas. Faça uma surpresinha para ele fazendo uma sessão de fotos com uma produção digna de paparazzo. Chame uma amiga para ajudá-la ou faça você mesma, usando uma câmera digital no tripé. Ajuste o timer para fazer lindas fotos de você seminua ou nua mesmo. Use lenços transparentes, meias e sapatos de salto alto, maquiagem bem feita e muita criatividade nas poses. Trabalhe as fotos editando-as, caprichando na arte final. Mande para seu marido ou namorado por e-mail sem texto algum, apenas um título criativo. Deixe que ele abra e tenha uma surpresa. Ele vai babar no computador!
Dica número 5
Se você sabe de algum fetiche do seu parceiro, por que não realizá-lo? Mas faça apenas aquilo que a deixará à vontade. Realizar algo que o outro quer muito sem se sentir à vontade, não será bom para você. Será apenas para ele. Mas se você sabe que é algo que vai agradar aos dois, faça. É melhor que ele mate a vontade com você do que com outra, não é mesmo? Numa noite qualquer, tranque-se no banheiro e se caracterize de algum personagem que você suponha que seu parceiro goste e que o deixaria doidinho. Se você não é adepta de comprar fantasias use de sua criatividade. Peque uma meia arrastão ou uma 7/8 qualquer, use uma calcinha sexy, uma mini saia, um top, um par de botas de salto alto e fino, carregue na maquiagem e nos acessórios, que devem ser chamativos. Pegue-o de surpresa fazendo um ar misterioso e brinque perguntando do que ele gostaria? Certamente ele vai voar em cima de você e sua noite vai ser mutcho loca.
Dica número 6
Se seu marido ou namorado tem o dia de jogo com os amigos, deixe-o ir, sem reclamações e caras feias. Faça o seu dia com as amigas também. Combine com seu parceiro que ele pode sair tranqüilo com seus amigos e que você também vai sair com as amigas. Se tiverem filhos, podem revezar os dias. Um dia ele sai enquanto você fica com as crianças. No outro sai você com suas amigas e ele fica com as crianças. Mas reservem um dia da semana só para vocês dois. Pode ser um cinema, um teatro, um jantar romântico ou mesmo um lanche. E se você quer sair da rotina e seu marido não toma uma atitude, tome você. Convide-o para ir a um motel ou uma viagem curta só vocês dois. A confiança e o respeito pela individualidade do outro são primordiais para se manter uma relação saudável.
Dica número 7
Uma das coisas que acaba com a harmonia do casal são as dificuldades financeiras. Neste caso, ambos devem estar unidos na contenção de despesas. Devem buscar juntos as soluções para o problema. Sem cobranças e sem ofensas. Quando estamos muito preocupados, tendemos a ser mais ríspidos. Se você perder a paciência e for ríspida com seu marido ou namorado, espere que os ânimos se acalmem. Ele também deve estar de cabeça quente. Deixe ele esfriar a cabeça, esfrie a sua também e peça desculpas. O verdadeiro amor é aquele que supera a todos os percalços impostos pela vida. Quando decidimos morar com alguém, decidimos dividir tudo: as alegrias e as tristezas.  
Dica número 8
Jamais remova coisas do passado. O que aconteceu no passado, deve ter sido resolvido lá. Se não foi, algo de errado não está certo. Então por que remexer em velhas feridas? Deixe que as feridas cicatrizem. Se você ama seu parceiro e quer ser feliz com ele, ignore coisas pequenas e pense em tudo de bom que ele faz por você. Deixe que as qualidades se sobressaiam na sua decisão de querer ser feliz com ele. Defeitos todos nós temos. Inclusive você. Um relacionamento não é um eterno mar de rosas, nem uma tempestade sem fim. É uma escolha que fazemos quando decidimos compartilhar nossas vidas com alguém. Tornemos essa relação algo bom, prazeroso e saudável para os dois. O diálogo respeitoso e sincero é a chave para levar a relação adiante sem traumas e mágoas. Uma pitada de criatividade para sair da rotina também faz a diferença, como pregam as dicas anteriores.

É claro que não podemos pautar nosso relacionamento apenas com essas dicas. 
O que precisamos entender é que o cérebro masculino é totalmente diferente do feminino. Embora tenhamos menos neurônios, que cumprem as mesmas funções cognitivas das dos cérebros masculinos, ambos funcionam de forma diferente no que concerne à percepção. Precisamos encontrar o meio termo para que mulheres e homens possam conviver em harmonia. Pode ser meio piegas, mas o amor é mesmo aquela florzinha que deve ser regada todos os dias por ambos. Mas como nosso cérebro feminino pode ser mais criativo na área da emoção, façamos de tudo para que o amor seja eterno. Pelo menos enquanto dure.

Uma ótima dica de leitura para conhecermos melhor como funcionam o cérebro masculino e o feminino. Li esse livro há uns 8 anos atrás e me fez entender muito sobre por que somos tão diferentes, homens e mulheres.


domingo, 4 de setembro de 2011

Creme Nivea

Sabe aquele creme da latinha azul? Aquele que você conhece desde os tempos da vovó e que você compra no mercado por um precinho bem pequenininho? Pois é, está fazendo 100 anos. Estou falando do creme Nivea, que um século depois de sua criação, ainda faz o maior sucesso no mercado de cosméticos. É claro que agora a Nivea tem uma linha enorme de produtos que atende a todas as exigências dos consumidores, cada vez mais preocupados com a beleza e com o bolso, nesse momento de crise econômica mundial.



A marca, campeã de vendas e que fez muito sucesso no passado, agora está tentando conquistar essa nova geração de consumidores investindo alto no marqueting. A estrela da campanha da Nivea é a cantora pop Rihanna. Mas a empresa investe alto mesmo em pesquisas e resgistra mais de 130 patentes por ano. Ela preza pela qualidade de seus produtos.

Rihanna


Um pouco de história

Em 1902, um químico alemão chamado Isaac Lifschütz descobriu que podia misturar água e óleo a um creme para fins medicinais. O empresário alemão Oscar Troplowitz, dono da Beiersdorf, viu nesta descoberta uma oportunidade de criar um coméstico com essa mistura. Nasce então, o primeiro creme hidratante da história em 1911.  A escolha do nome não foi difícil. Bastou olhar para aquele creme branquinho e associá-lo a neve.  O nome Nivea deriva do latim niveus/niveum que significa branco como a neve. Três anos após seu lançamento Nivea já era vendida em mais de 30 países.


A primeira latinha do Creme Nieva em 1911

A primeira latinha exibia uma decoração exuberante com gavinhas verdes que refletia uma tendência artística do período, chamada “Art Noveau” (Nova Arte, em francês), caracterizada por formas entrelaçadas e ornamentais encontradas na natureza.



A marca passou por algumas crieses durante o período entre guerras, em especial, no período da II Guerra Mundial. A produção teve que ser interrompida e a empresa quase fechou por falta de matéria prima. Não bastasse isso, pelo fato de a empresa ser alemã, teve algumas de suas subsidiárias confiscadas. Uma delas, na Polônia, só foi recuperada em 1997. 


A empresa teve que repensar estratégias para se reeguer, e conseguiu reconquistar o mercado quando lançou o primeiro protetor solar indicando o fator FPS, que ficou padronizado nos produtos de proteção solar de outras marcas.
Na década de 80 surgiu o creme anti-rugas mais vendido de todos os tempos. São mais de 500 produtos diferentes, inclusive linha de maquiagem muito bem aceita pelos suíços, que compõem a linha Nivea e que são acessíveis a todos os públicos. E é esse o objetivo da marca: torná-la universal. Encontram-se produtos com preços que variam de 1 real à 40 reais. O da latinha azul é o mais popular.


O primeiro anúncio da NIVEA foi criado pelo famoso cartazista Hans Rudi Erdt, que desenhou o cartaz “Com a aparência de uma Dama” em 1912.  Ele pertenceu a uma nova geração de artistas gráficos que, na virada do século, pela primeira vez, se especializaram em arte promocional. O estilo especial de Erdt teve notável influência na arte do cartaz alemão da década de 1920. No anúncio da NIVEA, Erdt trabalhou com os atributos da mulher considerada ideal no início do século: o vulnerável “sexo frágil”.



Minha avó paterna usava Nivea no rosto e faleceu com pouquíssimas rugas no rosto, nos altos dos seus 73 anos. Meu pai usa Nivea desde jovem e com quase 66 anos tem poucas rugas. Ele sempre me disse para usar no rosto e em volta dos olhos para atenuar minhas olheiras, minha marca registrada. Não sei bem se as pouquíssimas rugas na pele de ambos se deve ao creme Nivea ou à genética privilegiada.
De qualquer modo, sendo genética privilegiada ou não, sigo os conselhos do meu pai usando o creme hidratante para o rosto. Uso o Nivea Soft, que não deixa a pele oleosa, o creme de limpeza Nivea para demaquilar e um tônico adstringente. Eles têm preços super acessíveis e são bons produtos. É a vantagem do custo-benefício na qual a empresa, que faz 100 anos de história, nos presenteia.


A evolução da latinha de Nivea



Nivea é aquela vovó que conquistou as gerações passadas e que continua conquistando as novas gerações. Provavelmente conquistará as gerações futuras se continuar atual assim.