quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Sabedoria


Dia desses recebi uma mensagem muito bonita de uma amiga muito especial. Essa mensagem nos faz pensar que aquilo que julgamos ser verdade, não pode ser a verdade absoluta.


"Assim que você pensar que sabe como realmente são as coisas, descubra outra maneira de olhar para elas"


(do filme Sociedade dos poetas mortos)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Porta DVDs

Eu e meu marido somos cinéfilos. Adoramos ir ao cinema e quando moramos em Amambai onde não havia cinema, fizemos o nosso próprio cinema em casa com direito à pipoca, telão e som de boa qualidade.
Então eu projetei um módulo relativamente pequeno que é fixado na parede e que quase não ocupa espaço para guardar nossos mais de 300 filmes e shows. É uma caixa quadrada (módulo) com 4 nichos que cabem 16 DVDs em cada nicho, cabendo 64 DVDs em cada módulo. Tirei as medidas, desenhei e entreguei ao marceneiro, que fabricou meia dúzia de módulos para nós. Uma ideia boa que associa economia de espaço, funcionalidade e, por que não, beleza. Acabou fazendo parte da decoração da nossa nova sala.


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Natal com tiros

                        


                  E quem acha que é só no Rio de Janeiro que os tiros correm soltos, aqui vai uma historinha de bang bang do velho centro-oeste!
                  Ponta Porã, fronteira com o Paraguay, noite de Natal do dia 24 para o dia 25. Estávamos eu, minha filha de 2 anos e 9 meses e meus irmãos reunidos na casa da minha mãe, para comemorarmos com uma modesta, porém saborosa ceia, o nascimento de Jesus Cristo.
                 Como acontece em todas as datas comemorativas de importância local, nacional ou mundial, em Ponta o povo gasta rios de dinheiro com quilos e mais quilos de fogos, que fazem inveja à queima de fogo de Copacabana. Começam a soltar os fogos às 23 horas e terminam por volta de 1h da manhã. São quase duas horas de queimação de fogos. Não teria problema algum se fossem apenas fogos os que explodem no céu. O problema maior são os tiros. Bem perto dali havia um indivíduo, provavelmente desprovido de qualquer noção de conhecimento sobre a gravidade, que atirava para cima sem economizar na quantidade de balas. Essas, nada doces. O problema é que este mesmo índivíduo esqueceu que tudo que sobe, desce. Um de seus projéteis furou o telhado da casa da minha mãe e por pouco não atravessou o forro de madeira, que ficou racahado com o impacto da queda da bala. Foi um estrondo tremendo que nos fez pensar em quem poderia ter jogado um tijolo no telhado naquela circunstância?? Nos demos conta de que fora mesmo um tiro, quando logo começou a chover e a goteira ao lado da mesa onde, esperava o nosso peru assado, se formou. Fiquei tão nervosa, imaginando que outro projétil poderia furar a cabeça de algum de nós. E minha filha?? Dormindo inocentemente na cama da minha mãe, no quarto ao lado...
                    Corri ao telefone e liguei para a Polícia. Aquela que é paga para proteger o cidadão de bem e a combater a galera do mal.
                    O policial do outro lado da linha me ouviu atentamente e numa tentativa de me acalmar, disse que enviaria uma viatura para fazer ronda naquela localidade. Não sei se alguma viatura fez ronda por ali naquela madrugada. Eu não fiquei no meio da chuva para verificar. Só sei que eles deveriam tentar encontrar quem estava portando arma de fogo ilegalmente e, atirando à esmo, colocando a vida de inocentes em risco. Não seria apenas pela iminência da tragédia, mas também pelo delito do porte ilegal de armas.
                    Felizmente ceiamos sem nenhuma outra bala furando o teto da casa da minha mãe. Mas o assunto durante a ceia não poderia ser outro. E quem vai pagar o prejuízo? Minha mãe, é claro! Como responsabilizar alguém que se esconde atrás do muro da impunidade e da falta de consciência e de inteligência?
                    Mais uma vez, a falha está na educação. A escola não ensinou a este indivíduo que tudo que sobe, desce.