quinta-feira, 24 de março de 2011

Mãe e atleta eventual

Há três anos, tornar-me mãe mudou minha vida por completo. Não só minha vida mas meu corpo também. Não sei se é porque tive bebê depois dos 30. Se eu tivesse tido com vinte e poucos teria voltado à forma antiga mais rápido e fácil? Não sei.
Fico pensando na Claudia Leite que teve bebê, e um mês depois já estava linda, sem nenhuma barriguinha, nem aqueles peitões saltando para fora da roupa. Estava tudo no lugar. Tudo como antes e acho que até mais bonito. Como assiiiimmmmmm?? Que raiva fiquei daquela mulher!! Como ela pode voltar ao "corpitcho" que tinha tão rápido? Fiquei mesmo me sentindo o cocô do cavalo do bandido.
Aí veio a Ivete. Aquela sim é mulher de verdade. Não como a Amélia, é claro! Mas ela estava com cara de mãe! Deu à luz e logo depois apareceu inchada, acima do peso, toda amarrada em espartilhos para se apresentar em público e como qualquer mortal que acaba de se tornar mãe, com aqueles peitões cheios de leite!! Aí me senti um pouco melhor. Minha autoestima até subiu um pouquinho! Tudo bem que a culpa é minha mesmo. Ao me tornar mãe me transformei concomitantemente numa chocólatra descontrolada! Coisa que não era antes da gravidez, juro. Esquisito né?
Bom, resolvi dar uma guinada na minha vida e me propus a recuperar pelo menos 80% da forma antiga. 100% seria impossível, pois os peitos que amamentaram quase um ano nunca mais serão os mesmos.
Então, hoje voltei a fazer minha caminhada matinal! Não que eu não tivesse feito nenhum exercício físico nestes 3 aninhos d.M. (depois de mãe). Fiz umas eventuais caminhadas, poucas corridinhas e até dois meses de academia.
Mas antes de falar sobre isso quero falar sobre uma matéria que vi ontem no Jornal Hoje que me deixou mais ou mneos animada. A matéria dizia que chocolate faz bem pra saúde e que podemos comê-los todos os dias. Fiquei tão feliz com essa notícia!! Mas... como tudo na vida, há ressalvas. Não é pra comer uma caixa de bombons não. E também não é qualquer chocolate. Tem que ser chocolate meio amargo ou amargo, que contém mais cacau que gordura e açúcar. Os outros chocolates contém menos cacau e mais gordura e açúcar, o que, obviamente, engorda. Os que contém mais cacau são os melhores pra saúde. E disseram que tem hora e quantidade certa pra comer: um quadradinho ou um bombom logo depois do almoço. Isso porque outros alimentos seriam absorvidos e o cacau não seria absorvido 100%, segundo a nutricionista. Mas a pior coisa dessa notícia foi quando a Sandra Annenberg, ao encerrar a matéria, disse que para eliminar cada barrinha de chocolate que comemos devemos fazer uma hora de caminhada por dia. Ultimamente, no meu caso, eu teria que fazer então umas 5 horas de caminhada por dia. E perto da Páscoa então...
Mas voltando à minha caminhada matinal... que retomei hoje. Fiz 45 minutos de caminhada na região onde moro, que é a parte mais alta da cidade. As ruas tem ladeiras bem íngrimes e quando é pra descer todo santo ajuda. Mas na hora da subida, minha amiga... dá vontade de chamar os bombeiros pra ser resgatada. Brincadeira!! O que me dá forças é colocar meu ipod no ouvido e seguir em frente embalada pelos sons dançantes de Madonna (que é uma inspiração com seus mais de 50 anos e corpinho de 20), Black eyed peas, Beyoncé, entre outros, e aquela música antiguinha do Snap, mas que dá um up no astral na hora de subir a ladeira: "I`ve got the power". Não é que dá forças mesmo??!!
Mas caminhar faz bem, libera endorfina, hormônio do bem estar, o que nos faz querer caminhar de novo no dia seguinte, para experimentarmos aquela sensação de prazer mais uma vez. Além disso, aproveitamos o momento para tonificar os músculos, endurecer o bumbum, emagrecer, relaxar e sentir-se vivo. Tem coisa melhor? E tudo isso é de graça!!! Só não podemos nos esquecer de alongar antes e depois, certo?

"I`ve got the power, i`ve got the power!"

quarta-feira, 23 de março de 2011

Sétima sinfonia



Embora a nona sinfonia seja a obra mais popular de Beethoven, particularmente gosto da sétima sinfonia. É brilhante! Aliás, como toda a sua obra.

Beethoven era alemão, mas seu nome de família mostra a ascendência holandesa. Ludwig deixou a escola com apenas 11 anos e aos 13, já ajudava no sustento da casa, trabalhando como organista, cravista, músico de orquestra e professor. Era um adolescente introspectivo, tímido e melancólico, freqüentemente imerso em devaneios.

Em 1784, Beethoven tornou-se amigo do jovem conde Waldstein, que notou o talento do compositor e o enviou para Viena, na Áustria, para que se tornasse aluno de Mozart. Em duas semanas, Beethoven voltou para Bonn, supostamente porque Mozart não lhe deu a atenção esperada.

Começou então a fazer cursos de literatura, como uma forma de compensar sua falta de estudo. Teve contato com as fervilhantes idéias da Revolução Francesa e a literatura pré-romântica alemã de Goethe e Schiller. Esses ideais se tornariam fundamentais na arte de Beethoven.

Em 1792, Beethoven partiu definitivamente para Viena, novamente por intermédio do conde Waldstein. Dessa vez, Ludwig havia sido aceito como aluno de Haydn - a quem chamaria de "papai Haydn". Beethoven também teve aulas com outros professores.

Surgiram então os primeiros sintomas da surdez. Em 1796, na volta de uma turnê, começou a queixar-se, e teve o diagnóstico uma congestão dos centros auditivos. Tratou-se com médicos e melhorou sua higiene, a fim de recuperar a boa audição. Escondeu o problema de todos.

O suicídio era um pensamento recorrente. O que o fez mudar de idéia foi encarar a música como missão: "Foi a arte, e apenas ela, que me reteve. Ah, parecia-me impossível deixar o mundo antes de ter dado tudo o que ainda germinava em mim."

Beethoven nunca se casou e sua vida amorosa foi uma sucessão de insucessos e de sentimentos não-correspondidos. Apenas viu realizado um amor correspondido. A revelação está na "Carta à Bem-Amada Imortal", escrita em 1812. A identidade dessa mulher nunca ficou clara e suscitou muitas especulações. Um de seus biógrafos concluiu que ela seria Antonie von Birckenstock, casada com um banqueiro de Frankfurt.

Beethoven passou os anos seguintes em depressão, mas, ao sair dela em 1819, deu inicio a um período de criação de obras-primas: as últimas sonatas para piano, as "Variações Diabelli", a "Missa Solene", a Nona Sinfonia e, principalmente, os últimos quartetos de cordas.

Foi em plena atividade, cheio de planos para o futuro (uma décima sinfonia, um réquiem, outra ópera), que ficou gravemente doente - pneumonia, além de cirrose e infecção intestinal. Morreu no dia 26 de março de 1827.
A obra de Beetoven inclui uma ópera ("Fidelio"), música para teatro e balé, missas; sonatas; cinco concertos para piano, um para violino e um tríplice, para violino, violoncelo e piano; música de câmara (os quartetos de cordas) e nove sinfonias.

Fonte: educaçãouol.com.br