segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Santo tradutor google

                       


Eu e Anna Nagy no Cristo Redentor (seis dias antes da Alice nascer)
                         Esses tradutores onlines são a salvação de pessoas que mal falam a própria língua, como eu. (rsrs) Brincadeiras a parte, é o que possibilita a conexão entre as pessoas. Em 2008, quando eu morava no Rio e a Alice estava prestes a nascer, recebemos a visita de um casal muito querido, que nos deixou saudades. O Christophe, francês, que trabalhava com meu esposo no navio de císmica de uma empresa estrangeira e sua esposa, uma moça húngara que arranhava um inglês tão mal como o meu e um pouco mais de francês. Nós fomos seus cicerones em alguns passeios pelo Rio: prainha, reduto dos artistas globais no Recreio, Cristo Redentor, Copacabana, centro (e eu já com algumas contrações aos nove meses de gestação) e por aí foi. Viajamos com eles para Teresópolis, mostramos a Serra dos Órgãos e o Dedo de Deus no caminho e fizemos uma pequena trilha em um Parque que não me lembro o nome. Eu estava super inchada e queria andar e andar, mas meu marido começou a se preocupar e voltamos para o Rio com receio da Alice chegar no meio do caminho.


Anna, Christophe e Affonso na Serra dos Órgãos - Dedo de Deus ao fundo
(eu tirei a foto)

                        Você que está lendo isso, deve estar se perguntando como eu me comunicava com eles? Bom, a comunicação com ela fluia, por incrível que pareça. Ele falava inglês com meu marido e eu entendia o contexto da conversa. Ela falava com o marido em francês e algumas coisas em húngaro, quando ela não sabia traduzir para o francês ou inglês. Até eles não se compreendiam às vezes. Um aprendia a língua do outro. O que faz o amor hein? É mesmo a língua universal! Então, eu e ela nos falávamos usando algumas palavras em inglês, outras em francês e o resto eram gestos, mímicas e às vezes até desenhos!! O curioso é que embora tentássemos nos comunicar em três línguas diferentes, eu acabei aprendendo algumas palavrinhas em francês e aumentei meu repertório em inglês. Embora barriguda e super inchada, foram dias de muita aprendizagem e amizade que permanecem na lembrança. Periodicamente trocamos e-mails e usamos, certamente, o recurso do tradutor para nos entendermos.
                        Dia desses recebi um book fotográfico dos lugares onde ela esteve (Rússia, Argentina, Índia, França etc), as danças que fez pelos lugares onde passou e as músicas que cantou. Seus poemas em húngaro (que são vários), seu currículo é repleto de experiências voltadas à arte em geral. Um portfólio recheado de experiências das mais incríveis. Isso é que é viver!!!
                        Graças ao translate.google e a boa lembrança que tenho dela e do Christophe podemos nos comunicar sempre que podemos. Quem sabe um dia nos reencontramos amigos!


Anna e Christophe no Cristo Redentor

"Kellemes Karácsonyi Ünnepeket barátaim és egy új év a béke, az egészség és a siker!"
(Feliz natal meus amigos e um ano novo de paz, saúde e sucesso!)

Saudades! (que só existe em português)

U2

                   A saga dos ingressos




                        Minha banda predileta virá ao Brasil em abril do ano que vem. Desta vez não vou perder este show. Será o show da minha vida. Depois de perder as vendas de ingressos para o primeiro e segundo shows, finalmente, à muito custo, consegui comprá-los. Como orientava o site Ticket for fun, as vendas pela internet abririam à meia noite. Neste horário sentei em frente ao computador e ali fiquei tentando entrar no site. Vez ou outra aparecia uma mensagem dizendo que eu estava em uma sala de espera onde havia 90 mil pessoas tentando comprar os ingressos simultaneamente. Pensei: "Meu Deus, eu tenho que conseguir. Eu tenho que conseguir!!" Então deu 1 hora (de MS) da manhã e eu fui dormir um pouco, colocando o relógio pra despertar às 4h. Quando foi 3:20h acordei, porque estava muito calor, e então voltei ao computador. Fiquei toda feliz porque consegui entrar no site, coisa que eu não consegui fazendo cliques sem intervalos por mais de uma hora, sem ao menos conseguir entrar no site. Quando consegui entrar para comprar os ingressos, tinha que me cadastrar primeiro. Para este cadastro e a compra, eu teria um tempo limite de 15 minutos. Caso eu não conseguisse teria que começar do zero pra comprar. Então lá fui eu! Preenchi nome, sobrenome, números de documentos pessoais, endereço, telefones e etc. Quando eu ia fechar o cadastro a página acusava erro no número do CPF. Eu pensei que estava digitando algum número errado, pois acabara de acordar. Seria compreensível. Porém, após conferir várias vezes e reiniciar o cadastro várias vezes, vi que era erro na página. Fiquei na frente do computador por mais de uma hora quando finalmente consegui efetuar o cadastro. Aí vinha a parte que mais me interessava: a bendita compra dos ingressos!! Então, às 4:30h, quando consegui entrar no campo de compra de ingressos, já havia esgotado todos os setores. Vasculhando outros setores, havia o setor amarelo, o único onde não havia a palavra esgotado na frente, o setor que fica praticamente atrás do palco. Como o nome do show que é 360 graus tem a ver com o mecanismo que gira o palco e que dá visão praticamente de todos os pontos do estádio, tentei neste setor mesmo. Pra lá tinha ingressos à venda, porém, ao tentar efetuar a compra online, a página dizia que não havia ingressos para aquele setor e preços. "Ué, mas aqui ele aparece disponível e quando vou comprar aparece esgotado?" Voltei para a cama às 5h da manhã, frustrada , decepcionada e arrasada. Logo amanheceria e minha filha viria para minha cama me acordar às 7h, como faz religiosamente todos os dias, seja sábado ou domingo.
                          Como havia lido na net eu sabia que pela manhã, às 10h abriria a venda de ingressos pelo telefone. Lá fui eu em mais uma maratona tentando comprar meus míseros dois ingressos! Fiquei de 9h, aqui de MS, 10h de SP, tentando a cada 5 minutos pelo menos. Um pouco antes das 11h consegui que um atendente falasse comigo, mas depois de uns 15 minutos ao telefone ouvindo uma musiquinha new age ao fundo, o atendente me atendeu e disse que era para ligar pra outro número. Acontece que o número que eu liguei era o que estava no site do ticket for fun. Urrrrrrrrrhhhhhhhhhhhh, que raiva! Aí tentei no novo número e quando deu 11h daqui, após duas horas de tentativas, desisti de continuar tentando e fui almoçar. Depois do almoço tentei mais umas 5 vezes e finalmente consegui ser atendida. Mas foram exatamente 42 minutos de ligação interurbana para conseguir comprar dois ingressos no setor amarelo de visão parcial.
                          Foi o que consegui. Pelo menos estarei lá!
                          Mas essa saga por dois ingressos não deveria ter acontecido. Hoje temos uma tecnologia tão avançada e uma internet veloz! Essa coisa de fila de espera seja na frente da bilheteria, no telefone e ou na internet, deveria ser coisa do passado.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Semana da consciência negra em novembro

            Puxa!! O final do ano já chegou e nem dei conta de atualizar minhas postagens com o que foi feito pelos meus alunos.
            Ufa!! E tem gente que acha que ser professora é moleza! Basta giz e cuspe!! É não, minha gente! Para seduzir o aluno, (no bom sentido, é claro!) tem que rebolar (também no bom sentido!!) Bom, o que quero dizer é que não basta seguir o plano de ensino, tem que ir além. Tem que tornar a disciplina atraente, envolvente. Não sou formada em artes, mas fiz dessa disciplina parte de mim. Depositei minha energia e minha vontade de ensinar pesquisando e propondo atividades diferentes às minhas dez turmas. Acho que foi uma boa combinação. Muita pesquisa, preparação de material condizente com a realidade da escola, solicitação de trabalhos condizentes com a realidade dos alunos e muito amor, dedicação e respeito pelo aluno. Pelo o que ele sabe e pelo que ele deve saber. Fazer com que ele descubra seus potenciais, que perceba que é capaz de aprender, de recriar, de criar e de produzir algo novo.
              Mas como eu dizia no começo sobre ser professor...  no final do ano temos trabalhos para avaliar, provas para elaborar e corrigir, diários para fazer, canhotos para digitar e provas de exames prara elaborar e corrigir antes de fechar os diários. E quem achava que meus alunos de artes não ficariam de exame, se enganou. Pois a disciplina de Artes não se resume a confecção de trabalhos manuais com desenhos, pinturas e colagens esteticamente bem feitos. O que estudamos é a História da Arte.
            O estudo da história da arte abrange os diferentes estilos e seus respectivos contextos históricos, o período em que estes surgiram e se desenvolveram, os artistas que se destacaram e suas características principais. Após um estudo teórico, partimos para algum trabalho manual como forma de vivenciar determinado estilo reconstruindo aspectos do estilo artístico estudado. Assim fizemos quando estudamos o cubismo. Nenhum aluno irá esquecer das características básicas do cubismo após ter feito o rosto cubista em 3D. (Vide postagem antiga com fotos) Ou quando estudamos a arte Rococó e os alunos confeccionaram oratórios ou caixinhas porta-joias seguindo o estilo estudado. Ou ainda quando reproduziram ou produziram pinturas impressionistas experimentando as pinceladas de cores puras que se misturam na tela para formar a imagem de acordo com as variações de luz durante o dia, assim como fez Monet ou Van Gogh. E como me disse um dos alunos: "Professora, caiu o Impressionismo no ENEM e estava fácil, graças a pintura que eu fiz!"
É isso aí. Objetivos alcançados!
                                        

                              "Impressão ao nascer do sol" de Claude Monet (Impressionista)

                                                "Girassóis"de Van Gogh (pós-impressionista)
            Mas o que quero compartilhar aqui também, se refere a Semana da Consciência Negra, realizada em novembro. Os alunos do 5o ano fizeram pesquisas sobre a importância do negro na formação da nossa cultura. Confeccionaram máscaras africanas após estudarem seu significado na cultura africana e pesquisaram também sobre personalidades de pessoas negras trazendo um pouquinho de sua história para a sala de aula. No dia 19 de novembro, na culminância do projeto, muitas turmas fizeram apresentações dançando, recitando poemas e lendo textos sobre o fim do preconceito e do rascismo contra os negros e a valorização da cultura africana. Foi um dia especial que contou com a participação de todos os segmentos da escola!
                                   Devemos educar para o fim do preconceito de qualquer tipo, 
                                    seja étnico, religioso, de opção sexual ou de posição social.
                                 Devemos educar para o convívio harmonioso entre as diferenças. 
                                          Devemos educar para um convívio de respeito e paz!

Diga NÃO ao rascismo!
Painel pintado por uma aluna da escola

A culinária africana na mesa brasileira! Sala decorada pela professora Kátia Umberto

Exposição de fotos e imagens do continente africano organizado pela professora Kátia Umberto

As máscaras coloridíssimas que os alunos do 5o ano
 confeccionaram com muita criatividade!
Parabéns aos meus artistas!

Maquete de uma senzala feita por alunos de outras turmas.
Um show!!


Bruna, Jéssica, Tariane, Vera e Andriele mostraram
na ponta dos pés os ritmos brasileiros oriundos da África.
Cada aluna apresentou um ritmo dançando
ao som do samba, xaxado, reagg, axé e capoeira.
Minhas meninas do terceiro ano arrasaram!!
E a professora Kátia Umberto ao fundo (Camisa branca e saia preta).
Sem ela, esse evento não teria acontecido.

Minha aluna Fernanda do 2o ano leu um texto sobre
A semana da consciência negra

Meu aluno Renan do 2o ano e o Lucas do 1o ano
encantaram com o teclado e o violão!

Minhas alunas do 2o ano, Mislaine e Maiara deram um show dançando Hip Hop!