quarta-feira, 16 de abril de 2014

Multimídia na Educação e Produção de um Vídeo

No curso de Artes Visuais em Licenciatura temos a disciplina de Multimídia na Educação. Essa disciplina nos possibilitou conhecer e refletir sobre o uso das tecnologias aliadas à educação, além das possibilidades diversas do uso efetivo da tecnologia no processo de ensino e aprendizagem. Um dos trabalhos desenvolvidos durante as aulas de Multimídia na educação foi um texto produzido por mim e pela Débora Rossi, a partir de um vídeo com a apresentação da palestra de José Manoel Moran e a leitura do Texto Mídias Sociais: perspectivas, tendências e reflexões, de AYRES, Marcel; CERQUEIRA, Renata; DOURADO, Danila; SILVA, Tarcízio (orgs). Fiz algumas modificações e alguns acréscimos no texto para divulga-lo nesta postagem.
É possível fazer algumas reflexões sobre como se utilizam as mídias digitais na educação nos dias de hoje. Uma das questões abordadas é sobre como ocorre a reorganização do espaço na comunicação entre as pessoas por vídeo conferências, por exemplo, no ensino à distância, dentre outros processos de comunicação e ensino com a utilização dos recursos tecnológicos.
Já existem escolas que oferecem um computador por aluno, e o uso do quadro negro deixa de ser o principal recurso pedagógico. É possível a reorganização dos alunos na sala de aula para otimizar o processo de ensino e aprendizagem. Não somente aulas expositivas são a forma de ensinar nos dias de hoje. Há muitas possibilidades de levar o conhecimento ao aluno. As tecnologias móveis e as tecnologias em geral, mudam daquele que informa para aquele que orienta. O papel do professor é transformado de mero transmissor, para um mediador e orientador na busca do conhecimento através das ferramentas tecnológicas.
Neste contexto, é possível ver mudanças na forma como o professor pode proporcionar aprendizagem. Outras questões devem ser pensadas: Como motivar os alunos? Como organizar tudo isso para que os processos de aprendizagem sejam significativos para o aluno? Como proporcionar ambientes ricos de atividades significativas? Como ajudar o aluno a selecionar o que é importante para a aquisição de conhecimento, em um espaço virtual de quantidades infinitas de informações. Para isso é necessário um conjunto de ações dentro e fora da sala, uma reorganização curricular e das diretrizes e intensão do professor em proporcionar um ensino que alie o contato humano e as tecnologias.
Moran propõe as diretrizes da escola humanista: mais orientação na pesquisa, sínteses, currículos flexíveis com momentos presenciais integrados com ambientes digitais. Outra questão é ficar atento à individualidade do aluno. Nem todos precisam andar no mesmo ritmo, pois cada aluno tem um ritmo diferente de aprendizagem. O respeito às diferenças é fundamental.
Deve-se proporcionar atividades opcionais com desafios que agucem a curiosidade do aluno que permitam a integração entre o radar e foco. Equilibrar e integrar a atividade individual e coletiva.
Há vários tipos de comunicação. São recursos que podem nos ajudar a motivar os alunos. Começar por ambientes mais formais. Ambientes digitais de aprendizagem: redes sociais, blogs, textos jornalísticos etc. Mas como organizar a pesquisa? É outra questão. Trabalhar com mapas conceituais, blogs, powerpoint, escrita colaborativa, como wikipedia, podem ser atividades interessantes para serem feitas com os alunos.
O site " EscolaBR" sobre inclusão digital nas escolas públicas pode ser um bom exemplo de como utilizar os vários recursos que a tecnologia pode proporcionar para uma educação inclusiva de qualidade.
No entanto, a tecnologia não deve substituir o valor humano nas relações entre os sujeitos. Deve ser um apoio, um complemento, uma ferramenta. O texto Mídias sociais levanta questões interessantes. De que maneira a informação e interação com o professor nessas mídias ajudam na aprendizagem? O professor deve planejar com cuidado o que vai trabalhar na sala de aula. Que recursos vai usar. Ele deve pesquisar e deve estar seguro quando chegar na sala de aula para poder orientar seus alunos. O professor pode aprender muito com o aluno também nesse processo. O professor deve tomar muito cuidado para não misturar com o lado pessoal do aluno no contato pelo Twitter, por exemplo, como se fala no texto. Os alunos (crianças e adolescentes) são muito mais rápidos para entender como funciona a tecnologia e o professor precisa tentar acompanhar seus alunos nesse processo. O grande problema é não conseguir estabelecer uma linha entre o pessoal e o formal. O professor tem que estar pesquisando, conversando com seus alunos, verificando o que eles andam acessando e usar dessas informações para elaborar uma boa aula.
Quando o professor posta coisas sobre o conteúdo aplicado por ele no face/twitter é uma maneira de instigar o aluno. Pode-se considerar uma mensagem sutil quando o professor expõe um conteúdo pelo face, pois permite que o aluno tenha contato com este conteúdo através dos espaços virtuais frequentados pelos alunos. De fato, nem todos vão abrir, mas o conteúdo vai estar disponível para todos. Cabe ao professor promover a conscientização quanto a suas possibilidades em termos de aprendizagem. Daí entra a formação do professor e o comprometimento dele com a educação.
O professor deve saber orientar o aluno quanto ao que ele pode ter de possibilidades de aprendizagem pela web, e não apenas aproveitar para tirar dúvidas com o professor. O papel do professor mudou muito na era tecnológica, mas o professor em si, não se deu conta disso. O professor não precisa necessariamente divulgar o conteúdo, mas levar o aluno a pesquisar.
O papel do professor mudou e o do aluno também. O aluno não apenas fica esperando o conteúdo, mas corre atrás. Tem que buscar, pesquisar, ler. Nesse sentido o professor virou um mediador e orientador e o aluno tornou-se mais autônomo no processo de aprendizagem.
O problema é a pesquisa mal orientada no ensino fundamental e médio. Somente na faculdade é que pedem produções para os alunos. No ensino fundamental e médio deveriam orientar sobre tipos de textos em todas as disciplinas, não somente na disciplina de Língua Portuguesa. Como produzir um artigo, noções de normas da ABNT, para não chegar na faculdade sem noção de como escrever e estruturar textos científicos.
A realização de uma proposta de trabalho usando a tecnologia deve amadurecer o aluno durante o ensino fundamental e médio, para quando chegar a faculdade ele tenha consciência da importância da busca e da produção.
Após a leitura de muitos textos relacionados com as mídias sociais, visita ao Museu da Imagem e do Som (MIS), visita a uma escola municipal para conhecer a sala de informática e alguns trabalhos desenvolvidos pelo professor de arte, diversos vídeos sobre o uso das tecnologias na educação, a construção de um blog (este eu já tinha, mas revitalizei), pesquisas na internet sobre as variadas ferramentas de pesquisa disponíveis como Google Earth, Google Docs, Youtube, Blogs etc., cada acadêmico da turma de Multimídia na Educação teve a “missão” de produzir um vídeo. A produção desse vídeo, partiu da ideia de usar um artista e sua(s) obra(s) como tema para o vídeo. Cada aluno escolheu seu tema e seu artista e criou um roteiro para a produção do vídeo. Além disso, ficou responsável por providenciar toda a indumentária que caracterizaria o artista ou obra escolhida. Um colega da turma, ficou responsável pela filmagem, enquanto a professora Rozana Valentim dirigiu cada aluno ou alunos, no caso de trabalhos em duplas. A edição do filme ficou sob a responsabilidade de cada acadêmico, com a especial ajuda do colega Bruno Muniz, o mesmo que filmou cada roteiro. No meu caso, meu marido Affonso Freitas, também deu sua imensa contribuição orientando-me sobre a parte técnica de edição de vídeo. A ideia de edição junto ao roteiro foi minha. A maior parte das falas foram improvisadas.

O resultado pode ser visto no vídeo abaixo.


Foi um trabalho difícil, porém, prazeroso e desafiador. Um trabalho que nos permite acreditar que é possível aliar as tecnologias a uma educação mais dinâmica e atraente aos alunos. Agradeço imensamente à professora Rozana por proporcionar atividades que nos levaram à superar alguns medos em relação ao uso das tecnologias, à dividir conosco o seu conhecimento, à nos instigar enquanto alunos e futuros professores e a nos conquistar com o seu carisma, simpatia, generosidade, educação, simplicidade, dignidade, ética,  paciência, sabedoria e competência. Ao concluirmos esta disciplina ela vai nos deixar seu conhecimento e muita saudade.
Turma de Multimídia na Educação 2014-UFMS
Professora Rozana Valentim de calça verde à direita



domingo, 13 de abril de 2014

Simplesmente, Frida!


Magdalena Carmen Frieda y Calderón. Lendo este extenso nome identificamos um nome conhecido na história da pintura.Uma importante pintora mexicana do século XX, mais conhecida como Frida Khalo.
Frida Khalo nasceu em Coyocan, México, 6 de julho de 1907 e faleceu em 13 de julho de 1954, exatamente sete dias depois de ter completado 47 anos de idade. Era filha do famoso fotógrafo judeu-alemão Guillermo Khalo e de Matilde Calderon y Gonzales, mestiça.
Frida era apaixonada pela cultura de seu país e representava essa paixão em suas obras e em sua maneira de se vestir, incluindo elementos da cultura popular em seus trabalhos.

Frida nos deixou uma autobiografia e um diário, que foram publicados em 1953 e 1995, respectivamente. Neles, ela deixou registradas suas dores e frustrações pela infidelidade do marido Diego Rivera, por quem era muito apaixonada. Também deixou registrado tanto em suas obras quanto em seus escritos o sofrimento pela impossibilidade de ter filhos.  Sua vida está refletida e sintetizada em sua obra, que carrega uma linguagem própria, com imagens fortes de seu sofrimento físico e psicológico, decorrente de uma poliomielite na infância, um grave acidente na juventude e a relação conturbada com seu marido Diego Riveras, pintor mexicano. 

Frida, aos seis anos, teve poliomielite que a deixou com um dos pés atrofiados e uma perna mais fina que a outra. Quando ela tinha dezoito anos, um acidente gravíssimo deixaria marcas físicas e psicológicas profundas pelo resto de sua vida. Na época, Frida estudava medicina na Escola Preparatória Nacional e seus estudos foram interrompidos devido ao acidente. Ela teve seu corpo atravessado por uma barra de ferro, causando múltiplas fraturas, que a deixaram meses de cama até sua recuperação. Ao todo, ela fez 35 cirurgias e mesmo depois de sua recuperação ela teria complicações pelo resto da vida devido ao acidente.

A pintora Frida surgiu no período em que ela se recuperava do acidente. Sua mãe colocou sobre sua cama um cavalete, tela, tintas e pincéis e seu primeiro trabalho foi um auto retrato. Era assim que ela passava seu tempo de recuperação: pintando o que sentia.

Frida em sua cama, pintando uma tela

Sobre sua obstinação em pintar auto retratos, 55 ao todo, que representam um terço de toda sua obra ela justificava dizendo: "Pinto a mim mesma porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor".
Ao apresentar seus quadros a Diego Rivera pela primeira vez, nasce ali a artista e o amor entre os dois. Eles se casam quando ela tinha 22 anos.
Frida passa a acompanhar seu marido Diego em suas viagens aos EUA revelando seu talento e irreverência ao mundo. Ela sofre três abortos e tem os dedos do pé direito amputados. O casal volta dos EUA em 1934 e o relacionamento com Diego piora e ele começa a traí-la com sua irmã mais nova, Cristina.
Sobre sua dor pela perda de três filhos Frida confessa: "Pintar completou minha vida. Perdi três filhos e uma série de outras coisas que teriam preenchido minha vida pavorosa".
Frida se separa de Diego no ano seguinte e se relaciona com o escultor Isamu Noguchi. Logo, o casal se reconcilia e volta a morar juntos. Frida também tem um caso de amor com Leon Trotski que se refugia com a esposa Natalia Sedova em sua casa no México.
Graças a André Breton, escritor, poeta e famoso teórico do surrealismo, que se encanta por sua obra e lhe apresenta Julian Levy, colecionador e dono de uma galeria em Nova York, responsável por organizar a primeira exposição individual de Frida, realizada em 1939. A exposição foi um sucesso e ela realizou outras exposições em Paris, onde conheceu Picasso, Kandinsky, Duchamp, entre outros.
Frida ganha reconhecimento e fama por seus trabalhos, mas sua vida pessoal e sua saúde continuam a decair. Em seu diário escreve: "Pés para que quero, se tenho asas para voar?" A ideia de morte para Frida era algo tranquilizador e ela faleceu em 13 de julho de 1954, em sua cama, de embolia pulmonar, segundo foi divulgado. Em seu diário ela registrou: "Espero a partida com alegria... e espero nunca mais voltar... Frida."
Em 2002 foi lançado o filme "Frida"com a atriz Salma Hayek no papel de Frida. Um filme que revela a vida conturbada de uma das artistas mais fortes e marcantes da história da pintura.
O interesse pessoal por esta artista tem relação com o fato de ela ter sido uma figura feminina à frente de sua época. Seu envolvimento amoroso com homens e mulheres, não era bem visto pela sociedade mexicana, mas ela não se importava com as opiniões alheias e vivia sua vida como queria. Outro fator que a torna uma figura interessante era seu interesse pela arte, política e cultura. Sem falar de suas superações pessoais em relação ao grave acidente e suas sequelas e ao casamento conturbado com Diego. Sua obra intriga e causa angústia em muitos, porque expressa toda a sua dor e angústias internas. Ela sublimava sua dor através de sua arte. Frida encanta pela sua força pessoal e pela sua obra que expressa essa força!




sexta-feira, 21 de março de 2014

Alguns trabalhos de Arte



É bom voltar a escrever neste espaço. Depois de praticamente dois anos sem publicar, volto aos pouquinhos trazendo mais coisas em minhas bagagens. Quantas coisas aprendi e como é bom aprender algo novo sempre.
Durante esses dois anos aprendi diversas técnicas de artes no Curso de Artes Visuais da UFMS, além de conteúdos teóricos muito interessantes. Participei de um projeto de Iniciação Científica sobre Revistas Eletrônicas na área de Letras e Linguagens, que me fez entender um pouco sobre como o conhecimento científico produzido nas universidades é disseminado através dos meios eletrônicos. Mas esse é tema para um post específico sobre o assunto.
Bom, muitas coisas foram feitas e as fotos de alguns dos trabalhos desenvolvidos neste período de 2 anos estão aqui, sem uma ordem cronológica. Abaixo de cada foto contém informações sobre a técnica desenvolvida e os materiais usados. 
São possibilidades de trabalhos que podem ser feitos com alunos de Ensino Fundamental e Médio, devendo se considerar a idade e o grau de dificuldade de cada trabalho, a disponibilidade dos materiais e a viabilidade dos mesmos. Lembrando que para propor um trabalho aos alunos, deve-se fazer um bom planejamento. E dentro deste pensar em quais são os objetivos, as metodologias, os materiais, a avaliação. Deve-se pensar em que linha pedagógica seu trabalho se encaixa e como fazer com que a teoria e a prática dialoguem, fazendo sentido para o aluno. 


Marchetaria
Técnica: Marchetaria
Materiais: Lâminas de madeira de várias cores, cola, estilete, pincel

Modelagem
Técnica: Gesso e papietagem
Materiais para primeira máscara com molde do rosto: Atadura gessada, vaselina, bacia com água (máscara com gesso) /
Máscara de papel jornal, feita a partir da máscara de atadura gessada/
Máscara de gesso maciço feita a partir da máscara de atadura gessada

Impressionismo
Técnica: Pintura  com tinta  acrílica sobre tela
Materiais: visor de papel para escolha de parte da obra original, tela, pincéis e tinta acrílica

Pintura Barroca
Técnica: Pintura com tinta acrílica sobre papel
Materiais: canson de gramatura 300 , tamanho A3 /
tinta acrílica, pincéis e visor de papel para escolha de parte da obra original

Minhas mãos
Técnica: Modelagem com argila
Materiais: placa de azulejo, argila, estecas de vários tipos

Minhas mãos
Técnica: Modelagem com argila
Materiais: placa de azulejo, argila, estecas de vários tipos

Retrato da Alice (minha filha)
Técnica: Pintura em MDF
Materiais: MDF, projetor, lápis, tinta acrílica, serra tico-tico 

Vasos, potes, centro de mesa (peças para ir ao forno)
Técnica: Modelagem em Argila
Materiais: Argila, facas, garfos, água, panos, plásticos etc

Centro de mesa para ir ao forno

Pote com pintura de engobe para ir ao forno

Vaso vazado com pintura de engobe para ir ao forno

Potes e caixa de de argila com pinturas de engobe para ir ao forno
Máscara para apresentação de uma performance
Máscara de gesso decorada com tinta de tecido, gliter e filta de cetim
Técnica: Gesso moldado no rosto

Placa de linóleo desenhada
Técnica: Gravura em Linóleo
Materiais: Placa de Linóleo, goivas, papel para impressão, caneta permanente

Maternidade
Técnica: Modelagem em argila
Materiais: Argila, água, estecas, saco plástico

Maternidade

Técnica: Escultura em bloco de gesso sólido
Materiais: isopor, fita crepe, gesso em pó, água, formão, martelo etc

quinta-feira, 20 de março de 2014

Educação de qualidade é possível


No domingo passado assisti ao programa Fantástico, especialmente para ver a reportagem sobre uma escola pública de sucesso no Piauí. Mostrar em rede Nacional o que anda acontecendo de bom na educação em algumas escolas, pode servir de injeção de ânimo para que gestores e professores que enfrentam problemas no cotidiano escolar, repensem seu papel na escola e dentro da educação.
Saber que há escolas públicas de boa qualidade, em meio a tantas que enfrentam problemas sérios como baixos resultados em provas, violência escolar e evasão, é como um sopro de esperança para muitos gestores e educadores.
Ao sabermos que existem escolas públicas que conseguiram resolver problemas como desinteresse de alunos, falta de compromisso de professores, violência, notas baixas, podemos nos perguntar: Que tipo de ações foram ou são desenvolvidas nessas escolas e como essas poderiam apontar caminhos de sucesso para outras escolas? Há um modelo de gestão? Há um modelo metodológico? Segundo os dados apresentados na reportagem "somos a sexta maior economia do mundo, mas na educação, estamos em 88º lugar. Os professores ganham mal e os alunos não gostam das aulas." 
Algumas escolas mostradas na matéria, como uma escola no interior do Piauí, alcançaram ótimos resultados em olimpíadas de Matemática e Química e outros prêmios, além de notas acima da média no Enem.
Mas qual é o segredo dessas escolas públicas de sucesso? Existe uma receita? Uma manual? Não.
Não há mágica. Há conscientização de alunos, pais, professores e boa gestão. Simples, assim. O trabalho em equipe é a chave. O gestor ou gestora precisa estar na direção, mostrando que vale a pena "investir" no aluno. O gestor ou gestora, junto aos professores, coordenadores e pais de alunos, precisam falar a mesma língua, ter o mesmo ideal, buscar alcançar as mesmas metas. É preciso levar professores, alunos e as famílias desses alunos a acreditar em seus sonhos, levá-los a ter perspectiva na vida, mostrar que somente através da educação, é possível construir uma comunidade e um mundo melhor. É sim um trabalho de formiguinha se pensarmos em sociedade, mas se cada um fizer bem o seu papel, com compromisso e paixão pelo o que se faz, não há como dar errado.
Nessa linha de pensamento, decidi fazer um recorte da fala da diretora regional de educação do Piauí, que considero importante para a reflexão de todo educador, seja qual for sua área de conhecimento:

“A escola tem recebido caravanas e caravanas com estudantes e estudiosos da educação para saber o que acontece aqui. Eu digo: ‘não precisa não’. Basta que cada um faça o seu papel e faça isso com engajamento. Seja professor que você quer ser professor e não porque lhe falta opção na vida. Seja gestor porque você quer conduzir aquela escola proporcionando o melhor para o aluno, e não porque você quer fugir de uma sala de aula. Seja sistema porque você tem ideias para contribuir e quebrar os paradigmas que forem necessários.
Então a partir do momento que cada um de nós enquanto sistema, enquanto professores, enquanto pai de aluno focarmos no principal do processo que é o aluno, isso pensando nele enquanto profissional, ser humano, criança, adolescente, respeitando suas peculiaridades, sua faixa etária. Nós pensarmos nisso com valores e não nos moldes que está se perpetuando: ‘cada um por si e deus por todos".


Não há dúvidas de que a educação é a única ferramenta capaz de transformar e de melhorar a sociedade. E quando gestores, professores, alunos e família acreditam na educação como transformador social, a educação pode melhorar muito.

sexta-feira, 14 de março de 2014