quinta-feira, 23 de junho de 2011

Festa Junina e algumas atividades pedagógicas



O mês de Junho é caracterizado por danças, comidas típicas, bandeirinhas, além das peculiaridades de cada região. É a festa junina, que se inicia no dia 12 de Junho, véspera do dia de Santo Antônio e encerra no dia 29, dia de São Pedro. O ponto mais elevado da festa ocorre nos dias 23 e 24, o dia de São João. Durante os festejos acontecem quadrilhas, forrós, leilões, bingos e casamentos caipiras.

A tradição de comemorar o dia de São João veio de Portugal, no período colonial, onde as festas são conhecidas pelo nome de Santos Populares e correspondem a diversos feriados municipais: Santo Antônio, em Lisboa; São Pedro, no Seixal; São João, no Porto, em Braga e em Almada.

Na época da colonização, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.


Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.  
Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho, são apenas alguns exemplos.
Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente e muito mais. 
As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.


Nas escolas, nos salões e nos bairros onde são organizadas estas festividades o colorido das bandeirinhas enfeita e alegra a festa.


Nesta época, podemos usar o tema das festas juninas para trabalhar diversos subtemas. Além de solicitar uma pesquisa sobre sua origem, suas características regionais, as comidas típicas, as danças etc, podem ser exploradas obras de artistas conhecidos como Volpi e Di Cavalcanti e outros, não tão conhecidos, como Edna Sikora, os artistas naifs Nerival Rodrigues, Valquiria Barros e Aécio. Suas obras podem ser exploradas quanto à proporção, à cor, à perspectiva e aos elementos da composição.

"São João" - Di Cavalcanti
"Festa de São João" de Alfredo Volpi

"Festa Junina" de Valquiria Barros

"Festa Junina" de Aecio (?) 

Obra do artista naif Aecio

Obra do artista naif Nerival Rodrigues

"Moças bonitas" de Edna Sikora
  
Dependendo da série, pode-se discutir a questão do perigo que representa o ato de soltar balão. Pode-se pedir aos alunos pesquisas em jornais e revistas sobre lugares onde tenham caído balões em chamas e os prejuízos que essa prática causou às pessoas e à natureza.
Um debate poderia ser feito formando dois grupos: um que use argumentos apoiando esta prática, e outro grupo, usando argumentos que são contra essa prática.

Balão de Festa Junina - proibido por lei

Em séries com alunos pequenos os quadros de Alfredo Volpi são ótimos recursos visuais para se trabalhar cores, figuras geométricas, quantificação, além de propor releituras e reproduções com materiais diferentes.

"Grande fachada festiva" de Alfredo Volpi

"Bandeiras"de Alfredo Volpi

"Bandeiras"de Alfredo Volpi

Obra de Volpi

E pra fechar o tema com chave de ouro, que tal a escola organizar uma festa junina? Ela pode ser interna, com as comidas típicas trazidas pelos próprios alunos, e as brincadeiras organizadas pelos professores. Ou pode ser aberta ao público, com comidas e bebidas típicas arrecadadas pelos alunos em gincanas divertidas.

Com colaboração e criatividade pode-se fazer uma festa junina super gostosa!
De Maurício de Souza







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