sábado, 19 de fevereiro de 2011
Leilão de brinquedos
Educar filhos não é tarefa fácil. Tenho uma filha (que às vezes vale por dois) e digo que não é fácil mesmo. Eles nos testam o tempo todo e como não tivemos escola que nos ensinasse em como sermos pais perfeitos, acabamos errando com a intenção de acertar.
Eu sempre digo às minhas amigas que a pior parte de ser mãe é a culpa. Culpa por não estar junto o tempo todo. Culpa por não evitar que o filho sofra, seja por uma simples gripe, ou por ter tropeçado e ralado o joelho. Culpa quando falamos mais alto. Culpa quando somos mais rígidos numa repreensão aplicando um castigo.
Mas acredito que a culpa faz parte da tarefa de ser mãe ou pai e aprendemos a conviver com ela o tempo todo. Mais vale sentir culpa educando, do que sentir mais tarde por não ter educado.
Embora muitas vezes nos sintamos mal por colocarmos nossos filhos de castigo, se faz necessário que a criança perceba que seu mal comportamento vai gerar uma consequência. Aí entra o castigo, que é uma punição pela atitude reprovável da criança. Ela precisa sentir que aquela atitude foi errada e que ela terá que arcar com as consequências.
O castigo pode ser deixar o filho num cantinho depois da "arte" pensando sobre o que fez de errado. Depois de transcorrido o tempo equivalente a idade da criança em minutos, o pai ou a mãe deve se abaixar e colocar o olhar ao nível dos olhos do filho e explicar o por quê ela recebeu o castigo, e que aquele comportamento não é permitido. Outra forma de se aplicar um castigo é tirando algo de que a criança gosta, como a deixando sem video game por dois dias, por exemplo. E o mais importante: nunca ameaçar de fazer algo com a criança e não fazê-lo. Se um dos pais prometer deixar de castigo caso a criança faça isso ou aquilo de errado, deverá cumprir com o prometido.
Uma mãe aplicou um castigo bem diferente e pertinente à situação ocorrida. Ela colocou os brinquedos dos dois filhos no site eBay para serem leiloados depois de os dois terem destruído a banheira de casa. O dinheiro do leilão será usado para repor a banheira. Considero a atitude da mãe bastante dura, porém, correta e necessária. Provavelmente eles evitarão ao máximo de quebrar mais alguma coisa dentro de casa e, consequentemente, fora também..
A matéria saiu no site Techtudo, veja:
http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2011/02/mae-se-irrita-e-leiloa-brinquedos-dos-filhos-no-ebay.html
Só não sei se ela deveria ter exposto os filhos colocando a foto dos dois meninos no anúncio. Um deles chorando e o outro segurando um saquinho com os brinquedos.
Mas cada pai e mãe devem saber a medida do castigo que aplicam para seu filhos.
Quando os pais não educam seus filhos em casa, estão se eximindo de uma tarefa que é somente deles. E se eles não o fazem, o mundo lá fora o fará.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Rádio de pilha X Ipod

As novas tecnologias vieram para facilitar o cotidiano das pessoas trazendo conforto, informação, conhecimento e prazer. No entando, e falo por mim, não são todos que conseguem utilizar com facilidade e eficiência todos os itens tecnológicos disponíveis nesse mercado diversificado.
Desde a invenção do rádio, em 1894, realizada pelo físico e inventor italiano Guilherme Marconi, os aparelhos de transmissão de ondas sonoras passaram por modificações a foram aperfeiçoados até aos aparelhos mais sofisticados, como o nosso computador que nos permite acessarmos rádios do mundo todo. E é claro, outros aparelhinhos tecnológicos que, por desconhecimento mesmo, não me atreveria tentar citar aqui. São tantos tipos e modelos de celulares (smartphones), Ipods, Ipads. Muitos da minha geração conseguem acompanhar tudo isso, mas falando por mim, mais uma vez, me incluo para fora dessa parcela antenada.
O fato é que preciso ousar mais nesta área e preciso aprender a dominar essas pequenas tecnologias, para muitos já ultrapassadas, sem medo e de preferência, sem a ajuda alheia. E falando em aparelhinhos tecnológicos... Ontem peguei meu Ipod que estava guardado desde a mudança, em dezembro do ano passado, para carregar com novas músicas. Baixei novas músicas, criei minha play list e deixei o Ipod carregando durante a noite.
Pela manhã, planejava dar uma caminhada ouvindo meus Pops, rocks, hip hops, mambos e tangos, quando vi que teria de pedir socoooorroooo!! O computador havia travado, o Ipod havia travado e meu cérebro havia travado. Qual destravar primeiro?? Deveria ser meu cérebro, é claro. Mas preferi chamar meu marido para pedir ajuda, depois de algumas tentativas frustradas.
Sem pensar muito esbravejei: "Eu odeio essas novas tecnologias. A vida era mais simples quando ouvíamos músicas num radinho de pilhas. Quero jogar fora esse Ipod e comprar um radinho de pilhas!" Meu marido riu de mim e disse que essas "novas tecnologias" já tinham mais de uma década e que era pra eu me acalmar que ele ia consertar tudo.
Foi o que ele fez. Destravou o computador, o Ipod e o meu... bom esquece! Meu cérebro eu mesma terei que destravar e cair de cabeça nesse mundo tecnológico sem volta, onde tudo ficou mais fácil e rápido.
O radinho de pilhas foi ótimo para nossos pais, avós e bisavós, embora eles não pudessem escolher as músicas que gostariam de ouvir. Com o Ipod, hoje nós podemos!
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Desenhos antigos (a partir de 1989)
Desde pequena gosto de desenhar. Desenhava sempre até entrar na vida adulta e ter outras coisas a fazer. Depois que comecei a trabalhar como professora, os desenhos que fazia eram os que enfeitavam as paredes das salas em que eu lecionava ou os que eu fazia nos cantinhos das folhas de atividades ou das provas. Eu trabalhava no Jardim de infância, hoje, Educação infantil, e não me sobrava muito tempo para desenhar livremente, como fazia na infância e na adolescência.
Com o passar do tempo fui trabalhando com outras séries. Até o ano passado eu já tinha trabalhado em todas as séries, desde a educação infantil até a última série do Ensino Médio. Neste longo período deixei de desenhar. Fiz alguns rascunhos para minha pinturas em tela. Foram poucos rabiscos.
Há pouco tempo senti vontade de voltar a desenhar. Só não sei se ainda me lembro de como se faz. Ou se eu poderia fazer melhor agora.
Sem muitos recursos, apenas lápis número 2, borracha comum e lápis de cor, fiz alguns desenhos que estão guardados até hoje em folhas amareladas. Sem nenhuma técnica, nem material adequado, somente a vontade de deixar a mão que segurava o lápis correr livremente sobre o papel e criar algumas coisas que se passavam em minha cabeça, ou apenas copiar o que eu achava bonito.
Com o passar do tempo fui trabalhando com outras séries. Até o ano passado eu já tinha trabalhado em todas as séries, desde a educação infantil até a última série do Ensino Médio. Neste longo período deixei de desenhar. Fiz alguns rascunhos para minha pinturas em tela. Foram poucos rabiscos.
Há pouco tempo senti vontade de voltar a desenhar. Só não sei se ainda me lembro de como se faz. Ou se eu poderia fazer melhor agora.
Sem muitos recursos, apenas lápis número 2, borracha comum e lápis de cor, fiz alguns desenhos que estão guardados até hoje em folhas amareladas. Sem nenhuma técnica, nem material adequado, somente a vontade de deixar a mão que segurava o lápis correr livremente sobre o papel e criar algumas coisas que se passavam em minha cabeça, ou apenas copiar o que eu achava bonito.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Sabedoria
Dia desses recebi uma mensagem muito bonita de uma amiga muito especial. Essa mensagem nos faz pensar que aquilo que julgamos ser verdade, não pode ser a verdade absoluta.
"Assim que você pensar que sabe como realmente são as coisas, descubra outra maneira de olhar para elas"
(do filme Sociedade dos poetas mortos)
sábado, 8 de janeiro de 2011
Porta DVDs
Eu e meu marido somos cinéfilos. Adoramos ir ao cinema e quando moramos em Amambai onde não havia cinema, fizemos o nosso próprio cinema em casa com direito à pipoca, telão e som de boa qualidade.
Então eu projetei um módulo relativamente pequeno que é fixado na parede e que quase não ocupa espaço para guardar nossos mais de 300 filmes e shows. É uma caixa quadrada (módulo) com 4 nichos que cabem 16 DVDs em cada nicho, cabendo 64 DVDs em cada módulo. Tirei as medidas, desenhei e entreguei ao marceneiro, que fabricou meia dúzia de módulos para nós. Uma ideia boa que associa economia de espaço, funcionalidade e, por que não, beleza. Acabou fazendo parte da decoração da nossa nova sala.
Então eu projetei um módulo relativamente pequeno que é fixado na parede e que quase não ocupa espaço para guardar nossos mais de 300 filmes e shows. É uma caixa quadrada (módulo) com 4 nichos que cabem 16 DVDs em cada nicho, cabendo 64 DVDs em cada módulo. Tirei as medidas, desenhei e entreguei ao marceneiro, que fabricou meia dúzia de módulos para nós. Uma ideia boa que associa economia de espaço, funcionalidade e, por que não, beleza. Acabou fazendo parte da decoração da nossa nova sala.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Natal com tiros

E quem acha que é só no Rio de Janeiro que os tiros correm soltos, aqui vai uma historinha de bang bang do velho centro-oeste!
Ponta Porã, fronteira com o Paraguay, noite de Natal do dia 24 para o dia 25. Estávamos eu, minha filha de 2 anos e 9 meses e meus irmãos reunidos na casa da minha mãe, para comemorarmos com uma modesta, porém saborosa ceia, o nascimento de Jesus Cristo.
Como acontece em todas as datas comemorativas de importância local, nacional ou mundial, em Ponta o povo gasta rios de dinheiro com quilos e mais quilos de fogos, que fazem inveja à queima de fogo de Copacabana. Começam a soltar os fogos às 23 horas e terminam por volta de 1h da manhã. São quase duas horas de queimação de fogos. Não teria problema algum se fossem apenas fogos os que explodem no céu. O problema maior são os tiros. Bem perto dali havia um indivíduo, provavelmente desprovido de qualquer noção de conhecimento sobre a gravidade, que atirava para cima sem economizar na quantidade de balas. Essas, nada doces. O problema é que este mesmo índivíduo esqueceu que tudo que sobe, desce. Um de seus projéteis furou o telhado da casa da minha mãe e por pouco não atravessou o forro de madeira, que ficou racahado com o impacto da queda da bala. Foi um estrondo tremendo que nos fez pensar em quem poderia ter jogado um tijolo no telhado naquela circunstância?? Nos demos conta de que fora mesmo um tiro, quando logo começou a chover e a goteira ao lado da mesa onde, esperava o nosso peru assado, se formou. Fiquei tão nervosa, imaginando que outro projétil poderia furar a cabeça de algum de nós. E minha filha?? Dormindo inocentemente na cama da minha mãe, no quarto ao lado...
Corri ao telefone e liguei para a Polícia. Aquela que é paga para proteger o cidadão de bem e a combater a galera do mal.
O policial do outro lado da linha me ouviu atentamente e numa tentativa de me acalmar, disse que enviaria uma viatura para fazer ronda naquela localidade. Não sei se alguma viatura fez ronda por ali naquela madrugada. Eu não fiquei no meio da chuva para verificar. Só sei que eles deveriam tentar encontrar quem estava portando arma de fogo ilegalmente e, atirando à esmo, colocando a vida de inocentes em risco. Não seria apenas pela iminência da tragédia, mas também pelo delito do porte ilegal de armas.
Felizmente ceiamos sem nenhuma outra bala furando o teto da casa da minha mãe. Mas o assunto durante a ceia não poderia ser outro. E quem vai pagar o prejuízo? Minha mãe, é claro! Como responsabilizar alguém que se esconde atrás do muro da impunidade e da falta de consciência e de inteligência?
Felizmente ceiamos sem nenhuma outra bala furando o teto da casa da minha mãe. Mas o assunto durante a ceia não poderia ser outro. E quem vai pagar o prejuízo? Minha mãe, é claro! Como responsabilizar alguém que se esconde atrás do muro da impunidade e da falta de consciência e de inteligência?
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Santo tradutor google
| Eu e Anna Nagy no Cristo Redentor (seis dias antes da Alice nascer) |
| Anna, Christophe e Affonso na Serra dos Órgãos - Dedo de Deus ao fundo (eu tirei a foto) |
Você que está lendo isso, deve estar se perguntando como eu me comunicava com eles? Bom, a comunicação com ela fluia, por incrível que pareça. Ele falava inglês com meu marido e eu entendia o contexto da conversa. Ela falava com o marido em francês e algumas coisas em húngaro, quando ela não sabia traduzir para o francês ou inglês. Até eles não se compreendiam às vezes. Um aprendia a língua do outro. O que faz o amor hein? É mesmo a língua universal! Então, eu e ela nos falávamos usando algumas palavras em inglês, outras em francês e o resto eram gestos, mímicas e às vezes até desenhos!! O curioso é que embora tentássemos nos comunicar em três línguas diferentes, eu acabei aprendendo algumas palavrinhas em francês e aumentei meu repertório em inglês. Embora barriguda e super inchada, foram dias de muita aprendizagem e amizade que permanecem na lembrança. Periodicamente trocamos e-mails e usamos, certamente, o recurso do tradutor para nos entendermos.
Dia desses recebi um book fotográfico dos lugares onde ela esteve (Rússia, Argentina, Índia, França etc), as danças que fez pelos lugares onde passou e as músicas que cantou. Seus poemas em húngaro (que são vários), seu currículo é repleto de experiências voltadas à arte em geral. Um portfólio recheado de experiências das mais incríveis. Isso é que é viver!!!
Graças ao translate.google e a boa lembrança que tenho dela e do Christophe podemos nos comunicar sempre que podemos. Quem sabe um dia nos reencontramos amigos!
| Anna e Christophe no Cristo Redentor |
"Kellemes Karácsonyi Ünnepeket barátaim és egy új év a béke, az egészség és a siker!"
(Feliz natal meus amigos e um ano novo de paz, saúde e sucesso!)
Saudades! (que só existe em português)
Saudades! (que só existe em português)
U2
A saga dos ingressos
Minha banda predileta virá ao Brasil em abril do ano que vem. Desta vez não vou perder este show. Será o show da minha vida. Depois de perder as vendas de ingressos para o primeiro e segundo shows, finalmente, à muito custo, consegui comprá-los. Como orientava o site Ticket for fun, as vendas pela internet abririam à meia noite. Neste horário sentei em frente ao computador e ali fiquei tentando entrar no site. Vez ou outra aparecia uma mensagem dizendo que eu estava em uma sala de espera onde havia 90 mil pessoas tentando comprar os ingressos simultaneamente. Pensei: "Meu Deus, eu tenho que conseguir. Eu tenho que conseguir!!" Então deu 1 hora (de MS) da manhã e eu fui dormir um pouco, colocando o relógio pra despertar às 4h. Quando foi 3:20h acordei, porque estava muito calor, e então voltei ao computador. Fiquei toda feliz porque consegui entrar no site, coisa que eu não consegui fazendo cliques sem intervalos por mais de uma hora, sem ao menos conseguir entrar no site. Quando consegui entrar para comprar os ingressos, tinha que me cadastrar primeiro. Para este cadastro e a compra, eu teria um tempo limite de 15 minutos. Caso eu não conseguisse teria que começar do zero pra comprar. Então lá fui eu! Preenchi nome, sobrenome, números de documentos pessoais, endereço, telefones e etc. Quando eu ia fechar o cadastro a página acusava erro no número do CPF. Eu pensei que estava digitando algum número errado, pois acabara de acordar. Seria compreensível. Porém, após conferir várias vezes e reiniciar o cadastro várias vezes, vi que era erro na página. Fiquei na frente do computador por mais de uma hora quando finalmente consegui efetuar o cadastro. Aí vinha a parte que mais me interessava: a bendita compra dos ingressos!! Então, às 4:30h, quando consegui entrar no campo de compra de ingressos, já havia esgotado todos os setores. Vasculhando outros setores, havia o setor amarelo, o único onde não havia a palavra esgotado na frente, o setor que fica praticamente atrás do palco. Como o nome do show que é 360 graus tem a ver com o mecanismo que gira o palco e que dá visão praticamente de todos os pontos do estádio, tentei neste setor mesmo. Pra lá tinha ingressos à venda, porém, ao tentar efetuar a compra online, a página dizia que não havia ingressos para aquele setor e preços. "Ué, mas aqui ele aparece disponível e quando vou comprar aparece esgotado?" Voltei para a cama às 5h da manhã, frustrada , decepcionada e arrasada. Logo amanheceria e minha filha viria para minha cama me acordar às 7h, como faz religiosamente todos os dias, seja sábado ou domingo.
Como havia lido na net eu sabia que pela manhã, às 10h abriria a venda de ingressos pelo telefone. Lá fui eu em mais uma maratona tentando comprar meus míseros dois ingressos! Fiquei de 9h, aqui de MS, 10h de SP, tentando a cada 5 minutos pelo menos. Um pouco antes das 11h consegui que um atendente falasse comigo, mas depois de uns 15 minutos ao telefone ouvindo uma musiquinha new age ao fundo, o atendente me atendeu e disse que era para ligar pra outro número. Acontece que o número que eu liguei era o que estava no site do ticket for fun. Urrrrrrrrrhhhhhhhhhhhh, que raiva! Aí tentei no novo número e quando deu 11h daqui, após duas horas de tentativas, desisti de continuar tentando e fui almoçar. Depois do almoço tentei mais umas 5 vezes e finalmente consegui ser atendida. Mas foram exatamente 42 minutos de ligação interurbana para conseguir comprar dois ingressos no setor amarelo de visão parcial.
Foi o que consegui. Pelo menos estarei lá!
Mas essa saga por dois ingressos não deveria ter acontecido. Hoje temos uma tecnologia tão avançada e uma internet veloz! Essa coisa de fila de espera seja na frente da bilheteria, no telefone e ou na internet, deveria ser coisa do passado.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Semana da consciência negra em novembro
Puxa!! O final do ano já chegou e nem dei conta de atualizar minhas postagens com o que foi feito pelos meus alunos.
Ufa!! E tem gente que acha que ser professora é moleza! Basta giz e cuspe!! É não, minha gente! Para seduzir o aluno, (no bom sentido, é claro!) tem que rebolar (também no bom sentido!!) Bom, o que quero dizer é que não basta seguir o plano de ensino, tem que ir além. Tem que tornar a disciplina atraente, envolvente. Não sou formada em artes, mas fiz dessa disciplina parte de mim. Depositei minha energia e minha vontade de ensinar pesquisando e propondo atividades diferentes às minhas dez turmas. Acho que foi uma boa combinação. Muita pesquisa, preparação de material condizente com a realidade da escola, solicitação de trabalhos condizentes com a realidade dos alunos e muito amor, dedicação e respeito pelo aluno. Pelo o que ele sabe e pelo que ele deve saber. Fazer com que ele descubra seus potenciais, que perceba que é capaz de aprender, de recriar, de criar e de produzir algo novo.
Mas como eu dizia no começo sobre ser professor... no final do ano temos trabalhos para avaliar, provas para elaborar e corrigir, diários para fazer, canhotos para digitar e provas de exames prara elaborar e corrigir antes de fechar os diários. E quem achava que meus alunos de artes não ficariam de exame, se enganou. Pois a disciplina de Artes não se resume a confecção de trabalhos manuais com desenhos, pinturas e colagens esteticamente bem feitos. O que estudamos é a História da Arte.
O estudo da história da arte abrange os diferentes estilos e seus respectivos contextos históricos, o período em que estes surgiram e se desenvolveram, os artistas que se destacaram e suas características principais. Após um estudo teórico, partimos para algum trabalho manual como forma de vivenciar determinado estilo reconstruindo aspectos do estilo artístico estudado. Assim fizemos quando estudamos o cubismo. Nenhum aluno irá esquecer das características básicas do cubismo após ter feito o rosto cubista em 3D. (Vide postagem antiga com fotos) Ou quando estudamos a arte Rococó e os alunos confeccionaram oratórios ou caixinhas porta-joias seguindo o estilo estudado. Ou ainda quando reproduziram ou produziram pinturas impressionistas experimentando as pinceladas de cores puras que se misturam na tela para formar a imagem de acordo com as variações de luz durante o dia, assim como fez Monet ou Van Gogh. E como me disse um dos alunos: "Professora, caiu o Impressionismo no ENEM e estava fácil, graças a pintura que eu fiz!"
É isso aí. Objetivos alcançados!
"Impressão ao nascer do sol" de Claude Monet (Impressionista)
"Girassóis"de Van Gogh (pós-impressionista)
Mas o que quero compartilhar aqui também, se refere a Semana da Consciência Negra, realizada em novembro. Os alunos do 5o ano fizeram pesquisas sobre a importância do negro na formação da nossa cultura. Confeccionaram máscaras africanas após estudarem seu significado na cultura africana e pesquisaram também sobre personalidades de pessoas negras trazendo um pouquinho de sua história para a sala de aula. No dia 19 de novembro, na culminância do projeto, muitas turmas fizeram apresentações dançando, recitando poemas e lendo textos sobre o fim do preconceito e do rascismo contra os negros e a valorização da cultura africana. Foi um dia especial que contou com a participação de todos os segmentos da escola!
Devemos educar para o fim do preconceito de qualquer tipo,
seja étnico, religioso, de opção sexual ou de posição social.
Devemos educar para o convívio harmonioso entre as diferenças.
Devemos educar para um convívio de respeito e paz!
Ufa!! E tem gente que acha que ser professora é moleza! Basta giz e cuspe!! É não, minha gente! Para seduzir o aluno, (no bom sentido, é claro!) tem que rebolar (também no bom sentido!!) Bom, o que quero dizer é que não basta seguir o plano de ensino, tem que ir além. Tem que tornar a disciplina atraente, envolvente. Não sou formada em artes, mas fiz dessa disciplina parte de mim. Depositei minha energia e minha vontade de ensinar pesquisando e propondo atividades diferentes às minhas dez turmas. Acho que foi uma boa combinação. Muita pesquisa, preparação de material condizente com a realidade da escola, solicitação de trabalhos condizentes com a realidade dos alunos e muito amor, dedicação e respeito pelo aluno. Pelo o que ele sabe e pelo que ele deve saber. Fazer com que ele descubra seus potenciais, que perceba que é capaz de aprender, de recriar, de criar e de produzir algo novo.
Mas como eu dizia no começo sobre ser professor... no final do ano temos trabalhos para avaliar, provas para elaborar e corrigir, diários para fazer, canhotos para digitar e provas de exames prara elaborar e corrigir antes de fechar os diários. E quem achava que meus alunos de artes não ficariam de exame, se enganou. Pois a disciplina de Artes não se resume a confecção de trabalhos manuais com desenhos, pinturas e colagens esteticamente bem feitos. O que estudamos é a História da Arte.
O estudo da história da arte abrange os diferentes estilos e seus respectivos contextos históricos, o período em que estes surgiram e se desenvolveram, os artistas que se destacaram e suas características principais. Após um estudo teórico, partimos para algum trabalho manual como forma de vivenciar determinado estilo reconstruindo aspectos do estilo artístico estudado. Assim fizemos quando estudamos o cubismo. Nenhum aluno irá esquecer das características básicas do cubismo após ter feito o rosto cubista em 3D. (Vide postagem antiga com fotos) Ou quando estudamos a arte Rococó e os alunos confeccionaram oratórios ou caixinhas porta-joias seguindo o estilo estudado. Ou ainda quando reproduziram ou produziram pinturas impressionistas experimentando as pinceladas de cores puras que se misturam na tela para formar a imagem de acordo com as variações de luz durante o dia, assim como fez Monet ou Van Gogh. E como me disse um dos alunos: "Professora, caiu o Impressionismo no ENEM e estava fácil, graças a pintura que eu fiz!"
É isso aí. Objetivos alcançados!
"Impressão ao nascer do sol" de Claude Monet (Impressionista)
Mas o que quero compartilhar aqui também, se refere a Semana da Consciência Negra, realizada em novembro. Os alunos do 5o ano fizeram pesquisas sobre a importância do negro na formação da nossa cultura. Confeccionaram máscaras africanas após estudarem seu significado na cultura africana e pesquisaram também sobre personalidades de pessoas negras trazendo um pouquinho de sua história para a sala de aula. No dia 19 de novembro, na culminância do projeto, muitas turmas fizeram apresentações dançando, recitando poemas e lendo textos sobre o fim do preconceito e do rascismo contra os negros e a valorização da cultura africana. Foi um dia especial que contou com a participação de todos os segmentos da escola!
Devemos educar para o fim do preconceito de qualquer tipo,
seja étnico, religioso, de opção sexual ou de posição social.
Devemos educar para o convívio harmonioso entre as diferenças.
Devemos educar para um convívio de respeito e paz!
Diga NÃO ao rascismo!
Painel pintado por uma aluna da escola
A culinária africana na mesa brasileira! Sala decorada pela professora Kátia Umberto
Exposição de fotos e imagens do continente africano organizado pela professora Kátia Umberto
As máscaras coloridíssimas que os alunos do 5o ano
confeccionaram com muita criatividade!
Parabéns aos meus artistas!
Maquete de uma senzala feita por alunos de outras turmas.
Um show!!
Bruna, Jéssica, Tariane, Vera e Andriele mostraram
na ponta dos pés os ritmos brasileiros oriundos da África.
Cada aluna apresentou um ritmo dançando
ao som do samba, xaxado, reagg, axé e capoeira.
Minhas meninas do terceiro ano arrasaram!!
E a professora Kátia Umberto ao fundo (Camisa branca e saia preta).
Sem ela, esse evento não teria acontecido.
Minha aluna Fernanda do 2o ano leu um texto sobre
A semana da consciência negra
Meu aluno Renan do 2o ano e o Lucas do 1o ano
encantaram com o teclado e o violão!
Minhas alunas do 2o ano, Mislaine e Maiara deram um show dançando Hip Hop!
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Histórias de papel
Encontrei mais uma dica muito legal de como retomar algumas atividades da nossa época e incentivar a criançada de hoje a brincar com a imaginação!!
Quem não se lembra das bonecas de papel de antigamente com suas roupinhas e acessórios recortáveis que davam asas à imaginação?
A ideia foi da artista plástica Denise Brandt que resgatou esta lembrança para criar suas próprias versões de personagens de papel.
Paranaense, residente em Brasília, onde se formou bacharel em Artes plásticas, a artista é responsável pela coleção, intitulada História de Papel, que faz uma releitura de duas histórias infantis clássicas: Alice no país das maravilhas e Chapeuzinho vermelho.
Chapeuzinho vermelho Alice no pais das maravilhas
São duas cartelas cada, com personagens que possuem cantos arredondados para que ninguém se machuque ao manuseá-los, que ganham vida como se fosse mágica, quando destacados e encaixados em bases que permitem que eles fiquem em pé.
Esses também são da Tok Stok. Mas quem não tem a loja na cidade ou não tem dinheiro para comprar, pode fazer os bonequinhos desenhando, colorindo, recortando e colando em embalagens vazias para ficarem firmes. É uma ideia muito boa para se fazer com os filhos em casa e em sala de aula com os alunos. Desenvolve a coordenação motora fina, o vocabulário e a imaginação!!
Quem não se lembra das bonecas de papel de antigamente com suas roupinhas e acessórios recortáveis que davam asas à imaginação?
A ideia foi da artista plástica Denise Brandt que resgatou esta lembrança para criar suas próprias versões de personagens de papel.
Paranaense, residente em Brasília, onde se formou bacharel em Artes plásticas, a artista é responsável pela coleção, intitulada História de Papel, que faz uma releitura de duas histórias infantis clássicas: Alice no país das maravilhas e Chapeuzinho vermelho.
Chapeuzinho vermelho Alice no pais das maravilhas
São duas cartelas cada, com personagens que possuem cantos arredondados para que ninguém se machuque ao manuseá-los, que ganham vida como se fosse mágica, quando destacados e encaixados em bases que permitem que eles fiquem em pé.
Esses também são da Tok Stok. Mas quem não tem a loja na cidade ou não tem dinheiro para comprar, pode fazer os bonequinhos desenhando, colorindo, recortando e colando em embalagens vazias para ficarem firmes. É uma ideia muito boa para se fazer com os filhos em casa e em sala de aula com os alunos. Desenvolve a coordenação motora fina, o vocabulário e a imaginação!!
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