Powered By Blogger

domingo, 21 de agosto de 2011

Decoração Provençal

Como gosto de ver e comentar sobre um pouco de tudo, uma das coisas de que gosto muito e que não poderia deixar de falar é sobre decoração. Dizem que a forma como decoramos e organizamos nossa casa diz muito sobre nós mesmos. A escolha dos móveis, dos objetos e das cores predominantes falam um pouco sobre nosso estilo pessoal. Porém, nem sempre conseguimos decorar como gostaríamos. Seja pelo preço das peças que gostamos, seja pela funcionalidade dos móveis, o espaço de que dispomos ou mesmo quando escolhemos peças de acordo com o que já temos em casa. De qualquer forma, encontrei algumas imagens com ambientes lindíssimos que nos transmite um ar romântico e delicado. Esse estilo de decoração é conhecido como provençal. 


Mas qual a origem desse estilo? Depois de algumas leituras na busca da origem deste estilo tão delicado e romântico, descobri muitas coisas interessantes.


A decoração provençal tem sua origem numa região chamada Provença, que fica ao sul da França, e que tem moradias campestres cercadas de jardins floridos.



Hotel na região de Provence

Rua em Provence


 Casarios em Provence


Por volta dos séculos XVI e XVII, o povo francês menos abastado tentou "copiar" os móveis luxuosos e caros da realeza francesa. Os marceneiros e artesãos, então, usavam madeiras inferiores e imitavam os contornos arredondados e cuidadosamente entalhados dos móveis dos nobres franceses. Para disfarçar as imperfeições da madeira mais inferior, criaram uma mistura à base de gesso e cola, chamada gessocré. Com o tempo, a tinta sobre a madeira adquiria um aspecto de madeira envelhecida, o que tornava as peças mais charmosas e delicadas. Há algum tempo o estilo provençal ganhou status e virou sinônimo de elegância.
O estilo decorativo nascido nessa região apresenta cores claras e combinam com a rusticidade das moradias dos camponeses da época.




Algumas salas de estar no estilo provençal








Salas de jantar no estilo provençal












Quartos decorados no estilo provençal













Cozinhas decoradas no estilo provençal








Banheiros no decorados no estilo provençal






A decoração provençal vai muito além da utilização dos móveis que a caracterizam. Ela se complementa com objetos variados como as estampas de florais delicados das almofadas ou dos estofados, dos lustres bem trabalhados e das louças delicadas que compõem os ambientes, enchendo os olhos e a alma com uma suave harmonia.


Alguns objetos que compõem um ambiente provençal








E é claro, os delicados quartos de bebê 
decorados no estilo provençal








Não são lindos?


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Festa Junina e algumas atividades pedagógicas



O mês de Junho é caracterizado por danças, comidas típicas, bandeirinhas, além das peculiaridades de cada região. É a festa junina, que se inicia no dia 12 de Junho, véspera do dia de Santo Antônio e encerra no dia 29, dia de São Pedro. O ponto mais elevado da festa ocorre nos dias 23 e 24, o dia de São João. Durante os festejos acontecem quadrilhas, forrós, leilões, bingos e casamentos caipiras.

A tradição de comemorar o dia de São João veio de Portugal, no período colonial, onde as festas são conhecidas pelo nome de Santos Populares e correspondem a diversos feriados municipais: Santo Antônio, em Lisboa; São Pedro, no Seixal; São João, no Porto, em Braga e em Almada.

Na época da colonização, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.


Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.  
Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho, são apenas alguns exemplos.
Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente e muito mais. 
As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.


Nas escolas, nos salões e nos bairros onde são organizadas estas festividades o colorido das bandeirinhas enfeita e alegra a festa.


Nesta época, podemos usar o tema das festas juninas para trabalhar diversos subtemas. Além de solicitar uma pesquisa sobre sua origem, suas características regionais, as comidas típicas, as danças etc, podem ser exploradas obras de artistas conhecidos como Volpi e Di Cavalcanti e outros, não tão conhecidos, como Edna Sikora, os artistas naifs Nerival Rodrigues, Valquiria Barros e Aécio. Suas obras podem ser exploradas quanto à proporção, à cor, à perspectiva e aos elementos da composição.

"São João" - Di Cavalcanti
"Festa de São João" de Alfredo Volpi

"Festa Junina" de Valquiria Barros

"Festa Junina" de Aecio (?) 

Obra do artista naif Aecio

Obra do artista naif Nerival Rodrigues

"Moças bonitas" de Edna Sikora
  
Dependendo da série, pode-se discutir a questão do perigo que representa o ato de soltar balão. Pode-se pedir aos alunos pesquisas em jornais e revistas sobre lugares onde tenham caído balões em chamas e os prejuízos que essa prática causou às pessoas e à natureza.
Um debate poderia ser feito formando dois grupos: um que use argumentos apoiando esta prática, e outro grupo, usando argumentos que são contra essa prática.

Balão de Festa Junina - proibido por lei

Em séries com alunos pequenos os quadros de Alfredo Volpi são ótimos recursos visuais para se trabalhar cores, figuras geométricas, quantificação, além de propor releituras e reproduções com materiais diferentes.

"Grande fachada festiva" de Alfredo Volpi

"Bandeiras"de Alfredo Volpi

"Bandeiras"de Alfredo Volpi

Obra de Volpi

E pra fechar o tema com chave de ouro, que tal a escola organizar uma festa junina? Ela pode ser interna, com as comidas típicas trazidas pelos próprios alunos, e as brincadeiras organizadas pelos professores. Ou pode ser aberta ao público, com comidas e bebidas típicas arrecadadas pelos alunos em gincanas divertidas.

Com colaboração e criatividade pode-se fazer uma festa junina super gostosa!
De Maurício de Souza







terça-feira, 21 de junho de 2011

Egito Antigo - Papiro



No ano passado dei aulas de arte em duas turmas de 6° ano. Um dos temas trabalhados foi a arte no Egito Antigo. Os alunos conheceram um pouco da arte desenvolvida cerca de 3 mil anos a.C. Eles observaram, através de fotos no powerpoint, a pintura, a escultura e a arquitetura desenvolvida naquele período. Além disso, conheceram os hieróglifos, um tipo de escrita sagrada, que usava em sua grafia desenhos e símbolos.

O papiro foi outro elemento estudado por estas turmas. 
No Egito Antigo, o papiro era encontrado nas margens do rio Nilo. Foi muito utilizado pelos egípcios para diversos propósitos. As folhas eram sobrepostas e trabalhadas para serem transformadas numa espécie de papel, conhecido pelo mesmo nome da planta. Este papel (papiro) era utilizado pelos escribas egípcios para escreverem textos e registrarem as contas do império. Vários rolos de papiro, contando a vida dos faraós, foram encontrados pelos arqueólogos nas pirâmides egípcias.

Após terem estudado toda a teoria da arte egípcia os alunos confeccionaram seu próprio papiro.
Foi pedido o seguinte material: faixa para atadura, cola, pó de café, copo descartável e pincel.
Primeiro se desenrola a faixa e cola-a sobre folha de papel A4. A faixa deverá ser cortada para cobrir a folha em três faixas horizontais. Depois dilui-se o pó do café em água morna ou mais ou menos quente (que não seja perigoso causar queimadura) num copo descartável. Com o pincel passe o café diluído sobre toda a faixa colada na folha. Ela vai ficar com aspecto envelhecido se assemelhando com o papiro. Depois que secar, é só desenhar sobre o papiro fazendo um desenho egípcio.

O papiro pronto
Modelo sem o desenho

 
Desenho de paisagem egípcia com giz de cera
Feito por Gisela - 6° ano

Desenho de paisagem egípcia com giz de cera
Feito por Rony- 6° ano

 Desenho de paisagem egípcia com giz de cera
Feito por Hélio - 6° ano

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Profissão Professor



Educar é uma das tarefas mais fascinantes que existe. É ela que permite a transmissão dos conhecimentos e valores de geração para geração.  É ela que nos permite conhecer os fatos históricos do passado que deram rumo às civilizações. É ela que nos permite conhecer como e porque surgiram as máquinas e os produtos que facilitam a vida das pessoas. É ela que nos permite compreender que somos o produto de decisões políticas, econômicas e sociais das gerações passadas. É ela que nos permite evitar doenças que acometiam milhares de pessoas na Idade Média, com uma pequena dose de vacina, que foi inventada graças à pessoas que pesquisaram, estudaram e testaram diferentes componentes. É ela que nos permite conhecer, criar, reinventar, quebrar paradigmas, consertar erros do passado – como a manutenção do meio ambiente na produção de alimentos e na construção das fábricas verdes – e projetar o futuro com responsabilidade social e ambiental. Todas as ações voltadas para que o conhecimento produzido seja transmitido e que novos conhecimentos sejam produzidos e transmitidos, num ciclo contínuo e dinâmico, dependem de alguém que assuma o papel de responsável pelo ensino desses conhecimentos e pela aprendizagem de quem os receberá. Alguém ensina e alguém aprende. Esse que aprende reproduz o que aprendeu e cria novos conhecimentos. O professor é um facilitador nesse processo. É ele quem identifica e viabiliza toda a capacidade e potencial que seu aluno naturalmente possui.
Daí o valor do professor neste processo. Todo advogado aprendeu com professores. Todo médico aprendeu com professores. Todo engenheiro, arquiteto e jornalista aprendeu com professores. Até o político aprendeu com professores. Todo professor aprendeu com professores. Todos passaram pelas mãos de alguém que dedicou e/ou dedica sua vida a ensinar e a permitir que uma criança ou jovem torne-se um adulto produtivo, consciente e de sucesso na vida profissional. Quando estes profissionais recebem uma educação de qualidade, voltada para sua formação integral, temos então uma sociedade com bons profissionais e, consequentemente, uma sociedade melhor. 
Nunca deixei de acreditar que a educação é o tesouro maior que carregamos em nossas vidas. Tanto a educação que nos é ensinada em casa, pela família, que constrói nossa personalidade, molda nosso caráter e nos ensina os valores de respeito e responsabilidade, quanto aquela formal, que nos é ensinada na escola. Aquela ensinada na escola nos permite saber ler, interpretar, escrever, calcular, raciocinar, deduzir, argumentar, dentre muitas outras capacidades. Ela também nos ensina a importância da convivência em sociedade. Lá temos que aprender a conviver com outras pessoas de diferentes níveis sociais, intelectuais e econômicos. Aprendemos a seguir regras, a respeitar hierarquia, a compartilhar, a colaborar, a trabalhar em grupo, a resolver conflitos e a aceitar o outro com suas diferenças.
O professor dedica horas de seu dia preparando aulas que sejam interessantes. Ele busca metodologias inovadoras que permitam uma aprendizagem eficaz, onde a grande maioria absorva o conhecimento. Por sua vez, cada aluno traz uma bagagem prévia de conhecimentos e cada um possui um mecanismo cognitivo próprio para receber e processar o conhecimento. O sucesso neste processo depende quase que totalmente do educador que, diante de uma platéia que interage com um mundo informatizado e cheio de novidades tecnológicas, precisa seduzir seus alunos (no bom sentido!) para que suas aulas tornem-se atraentes. Não basta apenas chegar na sala de aula, fazer uma cópia do texto do livro no quadro negro e pedir que todos copiem e respondam o questionário. Não é mais assim que nossa geração aprende.
Entretanto, sobreviver em uma sociedade em que não se valoriza o trabalho docente é no mínimo desanimador. São tantas as atribuições que desempenhamos dentro de sala de aula e há tanto trabalho fora dela também, que resolvi listar aqui algumas:
  • ·         sondar o nível de conhecimento da turma para saber o que planejar (o quê e como ensinar);
  • ·         elaborar o planejamento escrito e apresentá-lo à coordenação pedagógica;
  • ·         pesquisar na internet ou em livros e digitar atividades (PowerPoint ou xerocadas) ou preparar dinâmicas que serão realizadas pelos alunos; (trabalhar apenas com o livro didático, torna o processo de ensino-aprendizagem pobre e pouco criativo)
  • ·         preparar materiais concretos como jogos e brincadeiras que permitam uma aprendizagem mais prazerosa e eficaz para os alunos;
  • ·         buscar recursos na escola ou do próprio bolso para realizar atividades diferentes que sejam atraentes aos alunos; (se na escola não tem aparelho de som, o professor compra um. Muitos compram até projetor pra tornar as aulas mais interessantes)
  • ·         acompanhar o rendimento escolar individual dos alunos;
  • ·         pensar em novas estratégias de ensino e aplicá-las quando se verifica a existência de dificuldade de aprendizagem no aluno;
  • ·         corrigir tarefas de casa em cadernos e livros de cada aluno, independente se a sala de aula tem 15 ou 35 alunos, isso às vezes durante o recreio ou na hora atividade (hora destinada para planejar e preparar materiais que serão utilizados nas aulas);
  • ·         corrigir as atividades individuais em sala de cada aluno e sanar as dúvidas daqueles que têm mais dificuldade;
  • ·         elaborar provas de cada disciplina (português, matemática, história, ciências etc);
  • ·         corrigir as provas uma a uma verificando as dificuldades individuais dos alunos;
  • ·         avaliar o desempenho diário do aluno em sala de aula, pois não podemos avaliá-lo apenas pelas provas escritas. 
  • ·         resolver problemas relacionados à indisciplina em sala de aula;
  • ·         escrever ou colar recados em agendas ou cadernos de recados para os pais;
  • ·         preencher o diário de classe com a freqüência dos alunos e o conteúdo trabalhado por aula;
  • ·         calcular as médias de cada aluno e de cada disciplina e lançá-las no diário e canhoto;
  • ·         preparar atividades extras àqueles alunos que apresentam dificuldade de aprendizagem para uma recuperação contínua do aluno;
  • ·         preparar-se para reunião de pais, reuniões pedagógicas, cursos, palestras e congressos sobre educação, geralmente solicitado ao professor, como forma de atualizá-lo diante das novas teorias educacionais;
  • ·         observar, diagnosticar e comunicar à família, que deverá encaminhar ao profissional competente, aquele aluno que apresenta algum problema de ordem física ou cognitiva, como problema visual, auditivo ou fonoaudiológico, por exemplo, que impede a aprendizagem de forma plena.


Além dessas atribuições rotineiras ao trabalho docente, o professor se depara com questões de ordem subjetivas, lidando com casos sérios de desvio de conduta, quando não são alvos de violência física ou psicológica, o que dificulta seu trabalho e o torna ainda mais estressante. 
Geralmente, ele também é responsabilizado pelos pais de alunos quando as notas não são satisfatórias. Porém, muitas vezes, a ausência da família na vida escolar do filho é a responsável pelo fracasso escolar. 
Eu quis neste texto, fazer uma reflexão e um desabafo. Lidar com todas estas questões inerentes ao trabalho docente requer um equilíbrio emocional que depende de muitas questões. Uma delas, e acho que atualmente uma das mais importantes, é poder trabalhar (sem precisar trabalhar 3 períodos) sabendo que o pagamento recebido no começo do mês vai ser suficiente para pagar todas as contas e que vai sobrar um pouco para o lazer e para poupar, já que tempos difíceis parecem estar voltando com a inflação.
Aqui na capital de MS, duas das melhores escolas particulares pagam em torno de 1.200,00 (bruto) por período (20h/aula). Com os descontos, o salário cai para 1.000,00, aproximadamente. Se professores destas escolas que oferecem os melhores salários, trabalham 40 horas semanais (apenas em sala de aula, pois trabalha-se mais umas 15 ou 20 horas pelo menos em casa), estes somam a incrível quantia de 2.000,00, (dois mil reais). Pergunte a um deles o quanto ele investiu em sua graduação, em sua pós-graduação em seu mestrado. Quanto ele gastou em livros, em recursos áudio-visuais próprios, em cursos extras para tornarem-se profissionais mais bem capacitados?
Aqui, o município paga em torno de 1.300,00 por 20 horas aulas semanais e o Estado em torno de 1.400,00, um dos melhores salários públicos da educação em nosso país, segundo o site da Secretaria da Educação divulgou no ano passado. Ou seja, calculando por alto, com 40 horas semanais, dá para ganhar pouco mais de 2 mil reais.  Muitos se desdobram trabalhando quase 60 horas semanais para ganhar um pouco mais de 3.500,00, dependendo do tempo de carreira ou da formação.
Pensando em tudo isso, fico me perguntando se vale a pena ser professor no Brasil. Deixando a visão romântica de lado que nos fez escolher esta carreira por um ideal ou por vários ideais, pensemos friamente. O que há de interessante para os jovens que pretendem optar pela profissão de professor daqui para frente? O salário é baixo, as condições de trabalho são, muitas vezes, degradantes com salas de aula precárias, sem carteiras, com goteiras etc. Não fosse tudo isso, ainda os jornais anunciam a distribuição de livros didáticos que admitem erros de concordância verbal, como se os alunos fossem incapazes de aprender a falar e a escrever corretamente.
Portanto, preocupa-me os rumos da educação. A perspectiva de melhoria salarial, tanto nas instituições públicas de ensino, quanto nas particulares, não alcança nossas reais necessidades, e o reconhecimento pela sociedade do valor do educador passa longe.
A essa altura do campeonato penso em me dedicar a outro ofício. Um que valorize as horas trabalhadas de fato, um que me permita cuidar do futuro da minha filha e da minha família, e que não me obrigue a passar as horas de descanso em casa, trabalhando ainda mais. Até porque em casa há outras tarefas que precisam ser feitas, e que só o salário de professor não permite o luxo de se ter uma empregada, que agora, pela nova lei, tem que ter, além da carteira assinada, 13º, INSS e férias, depósito de FGTS. Quem aguenta isso?   

sábado, 28 de maio de 2011

Eta professora porreta!



Precisamos de mais educadores com o senso crítico da professora Amanda e com a simplicidade e a coerência de sua fala. Ela silenciou uma plateia de deputados em uma audiência pública no Estado do Rio Grande do Norte, falando sobre a realidade do professor que se desdobra em três períodos para multiplicar um salário base de 930,00, realidade muito próxima a de outros estados brasileiros, além de falar sobre as dificuldades de transporte e alimentação que enfrenta a maioria dessa categoria.
Com inteligência e empunhando seu contra cheque, ela inicia seu discurso falando sobre o valor de seu salário, que possui três algarismos, e questiona os presentes da Casa se estes conseguiriam manter o seu padrão de vida com este valor por mês. Fala ainda que o MP considera desvio de merenda quando um professor se alimenta com a merenda escolar. São absurdos como esses que ela leva ao conhecimento do público e daqueles que compõe a Câmara de deputados do RN, e que são apenas algumas das dificuldades as quais milhares de professores enfrentam todos os dias no Brasil.
Vale a pena ver e comentar!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Merenda escolar: vergonha para nosso país



Enquanto arrumava o quarto da minha filha de 3 anos, ouvia o Bom dia Brasil reapresentando o caso do escândalo da merenda escolar, exibida no domingo pelo Fantástico. Escolas municipais da região do nordeste e centro-oeste e uma no interior de São Paulo, são algumas do nosso país que convivem com este problema vergonhoso da merenda escolar. São cardápios falsos, alimentos vencidos, mal armazenados (pela falta de lugar adequado), alimentos de baixa qualidade ( mais baratos fornecidos pelos licitantes), além de lugares onde a merenda é escassa.
Confesso que enquanto eu revia a notícia e arrumava as coisas da minha filha, não consegui conter as lágrimas. Chorei mesmo. Chorei de pensar em como seria se minha filha tivesse que estudar numa dessas escolas? O que ela seria obrigada a comer? E pensei em como vivem essas crianças que, muitas vezes, vão à escola para comer, porque em casa a família tem poucos recursos e nem sempre é possível fazer todas as refeições necessárias do dia!? Como uma criança vai aprender e como ela vai se desenvolver, comendo alimentos estragados? O que é pior?? Oferecer alimentos de péssima qualidade (onde o jornal mostrou crianças jogando fora pratos inteiros de comida) ou não oferecer nada e deixar as crianças com fome o restante do período de aula? Eu não sei responder isso.
Esse é o país da impunidade. A justiça funciona para os peixes pequenos. Os tubarões não são julgados e não pagam pelos seus crimes. Pagam de outra forma. Não pelas vias legais, pelo nosso código penal. Pagam propinas, isso sim. É o cheque cala-boca, ou a mala cala-boca cheia de dinheiro.
As prefeituras concedem licitação às empresas que superfaturam seus alimentos, que muitas vezes nem chegam às escolas. O dinheiro desviado vai para as contas desses políticos nojentos que o povo colocou no poder para representá-los.
Os nossos impostos são pagos. Se não o forem a Receita vem e toma algum bem adquirido através de trabalho honesto. Dos grandões, dos políticos nada é cobrado, nada é retirado para ser devolvido. Eles podem fazer a M... que quiserem, que nada lhes acontece. É o país da impunidade, como eu disse antes.
Os prefeitos enchem seus bolsos com o dinheiro que é nosso, que são das crianças nas escolas, que são dos doentes nos hospitais, que são dos cidadãos de bem que precisam de segurança nas ruas.
Chorei quando ouvi um menino dizendo que já encontrou barata na comida e outro que encontrou fio de cabelo.
Você que está lendo, deve estar se perguntando: mas isso nada tem a ver com o descaso político. Foi falta de higiene da merendeira ou falta de fiscalização do diretor escolar. Sim, concordo. Mas será que estas profissionais que trabalham como merendeiras receberam algum tipo de treinamento sobre como armazenar e preparar os alimentos adequadamente? O município disponibiliza toucas, frizzeres, locais adequados nos prédios das escolas para conservação da merenda? As merendeiras recebem treinamento para aprenderem a não disperdiçar os alimentos quando estes chegam às escolas? Investir nisso? Pra quê? Por que os políticos e seus protegidos gastariam dinheiro com isso? Não são os filhos deles que estão comendo comida estragada, não é?
Uma professora de Ciências dos alimentos da USP mostrou na matéria como fica barato um prato bem nutritivo para a criança na escola. Com 60 a 70 centavos é possível oferecer uma merenda saudável e nutritiva para os alunos.
Mas a questão é: porque a merenda de qualidade não chega aos pratos dos alunos? O problema não é o dinheiro, mas a vontade política.
Existe a vontade política de se dar bem. De afanar descaradamente o dinheiro da merenda escolar. Fazem isso porque os cidadãos (diretores de escolas, merendeiras e pais de alunos) estão engessados pelo medo de enfrentarem quem está no poder. Todos sabem que se fizerem barulho podem sofrer retaliação. Merendeiras podem perder seu emprego, diretores podem ser substituídos, e pais de alunos podem ser tratados com indiferença. Mas está na hora de acordarmos e nos fazermos ouvir.
Está na hora de a justiça funcionar para todos: sejam ricos, pobres, influentes, anônimos...
Sorte da minha filha por termos condições de oferecer a ela uma educação (paga) de qualidade e alimento adequado ao seu crescimento. A escola pública, que deveria ser de qualidade, não o é. E não só sob o aspecto da merenda, mas de recursos pedagógicos e de profissionais valorizados e bem remunerados.
Eu saio da minha zona de conforto e me entristeço profundamente com a realidade dessas crianças e fico indignada com a falta de punição a esses políticos que não têm vergonha na cara de roubar comida de inocentes. Crianças que têm o mesmo direito que a minha filha tem: de serem tratadas com respeito e dignidade.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Alimento da alma


Música para alimentar a alma, 
para cerrar os olhos e sonhar acordado, 
Notas musicais que nos carregam pelo vento
e nos fazem voar alto e para bem longe.
Sobrevoar montanhas, bosques, rios e mares.
Sobrevoar o tapete de retalhos, 
que forma a vida real e concreta
do mundo que conhecemos.
Sentir a brisa fresca da noite iluminada pelas estrelas que 
seguem caladas na escuridão,
salpicando o céu de pontos brilhantes.
Deixar as notas carregarem o pensamento 
para o mundo das coisas possíveis.
Chegar ao lugar que só se chega em sonhos.
Ou em devaneios.
E depois...
 adormecer com o espirito inebriado, a alma em êxtase,
satisfeita pelo alimento invisível que 
preencheu o vazio da existência,
o lugar onde moram os desejos, os sonhos mais secretos,
as sensações mais intensas...
o ponto de partida, 
a arte de viver e sentir-se vivo, 
no sentido mais completo e nobre!

terça-feira, 19 de abril de 2011

ABL. Machado de Assis. Ronaldo Gaúcho??


O que está acontecendo neste país?
A Academia Brasileira de Letras concede a medalha Machado de Assis, honraria máxima da academia, para Ronaldinho Gaúcho?
Juro que estou tentando entender até agora.
Machado de Assis deve estar se revirando no túmulo. Como comentou sabiamente o sr. Prates (SBT) essa honraria deveria ser concedida para intelectuais, estudiosos, professores, escritores. Pessoas que contribuem para o desenvolvimento e aperfeiçoamento da nossa língua  e da produção literária brasileira. Onde entra o Ronaldinho nessa equação?
Se ele é bom jogador? No último jogo do flamengo, onde dei apenas umas poucas olhadelas, eu nem sabia que ele estava jogando, pois ele pouco apareceu. Só se ele jogava melhor quando recebia em Euro.
Bom, de futebol, não entendo quase nada, mas posso afirmar que a ABL fez uma falta grave nessa ocasião.
Há muita gente boa por aí: escritores, professores, pesquisadores, autodidatas. Esses continuarão no esquecimento com suas produções que talvez nunca sejam reconhecidas. Realmente esse é o país do tudo pode. E como eu comentei no blog de um colega que compartilha da mesma opinião, as instituições que um dia foram sérias, transformaram-se em picadeiro de circo!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Mãe e atleta eventual

Há três anos, tornar-me mãe mudou minha vida por completo. Não só minha vida mas meu corpo também. Não sei se é porque tive bebê depois dos 30. Se eu tivesse tido com vinte e poucos teria voltado à forma antiga mais rápido e fácil? Não sei.
Fico pensando na Claudia Leite que teve bebê, e um mês depois já estava linda, sem nenhuma barriguinha, nem aqueles peitões saltando para fora da roupa. Estava tudo no lugar. Tudo como antes e acho que até mais bonito. Como assiiiimmmmmm?? Que raiva fiquei daquela mulher!! Como ela pode voltar ao "corpitcho" que tinha tão rápido? Fiquei mesmo me sentindo o cocô do cavalo do bandido.
Aí veio a Ivete. Aquela sim é mulher de verdade. Não como a Amélia, é claro! Mas ela estava com cara de mãe! Deu à luz e logo depois apareceu inchada, acima do peso, toda amarrada em espartilhos para se apresentar em público e como qualquer mortal que acaba de se tornar mãe, com aqueles peitões cheios de leite!! Aí me senti um pouco melhor. Minha autoestima até subiu um pouquinho! Tudo bem que a culpa é minha mesmo. Ao me tornar mãe me transformei concomitantemente numa chocólatra descontrolada! Coisa que não era antes da gravidez, juro. Esquisito né?
Bom, resolvi dar uma guinada na minha vida e me propus a recuperar pelo menos 80% da forma antiga. 100% seria impossível, pois os peitos que amamentaram quase um ano nunca mais serão os mesmos.
Então, hoje voltei a fazer minha caminhada matinal! Não que eu não tivesse feito nenhum exercício físico nestes 3 aninhos d.M. (depois de mãe). Fiz umas eventuais caminhadas, poucas corridinhas e até dois meses de academia.
Mas antes de falar sobre isso quero falar sobre uma matéria que vi ontem no Jornal Hoje que me deixou mais ou mneos animada. A matéria dizia que chocolate faz bem pra saúde e que podemos comê-los todos os dias. Fiquei tão feliz com essa notícia!! Mas... como tudo na vida, há ressalvas. Não é pra comer uma caixa de bombons não. E também não é qualquer chocolate. Tem que ser chocolate meio amargo ou amargo, que contém mais cacau que gordura e açúcar. Os outros chocolates contém menos cacau e mais gordura e açúcar, o que, obviamente, engorda. Os que contém mais cacau são os melhores pra saúde. E disseram que tem hora e quantidade certa pra comer: um quadradinho ou um bombom logo depois do almoço. Isso porque outros alimentos seriam absorvidos e o cacau não seria absorvido 100%, segundo a nutricionista. Mas a pior coisa dessa notícia foi quando a Sandra Annenberg, ao encerrar a matéria, disse que para eliminar cada barrinha de chocolate que comemos devemos fazer uma hora de caminhada por dia. Ultimamente, no meu caso, eu teria que fazer então umas 5 horas de caminhada por dia. E perto da Páscoa então...
Mas voltando à minha caminhada matinal... que retomei hoje. Fiz 45 minutos de caminhada na região onde moro, que é a parte mais alta da cidade. As ruas tem ladeiras bem íngrimes e quando é pra descer todo santo ajuda. Mas na hora da subida, minha amiga... dá vontade de chamar os bombeiros pra ser resgatada. Brincadeira!! O que me dá forças é colocar meu ipod no ouvido e seguir em frente embalada pelos sons dançantes de Madonna (que é uma inspiração com seus mais de 50 anos e corpinho de 20), Black eyed peas, Beyoncé, entre outros, e aquela música antiguinha do Snap, mas que dá um up no astral na hora de subir a ladeira: "I`ve got the power". Não é que dá forças mesmo??!!
Mas caminhar faz bem, libera endorfina, hormônio do bem estar, o que nos faz querer caminhar de novo no dia seguinte, para experimentarmos aquela sensação de prazer mais uma vez. Além disso, aproveitamos o momento para tonificar os músculos, endurecer o bumbum, emagrecer, relaxar e sentir-se vivo. Tem coisa melhor? E tudo isso é de graça!!! Só não podemos nos esquecer de alongar antes e depois, certo?

"I`ve got the power, i`ve got the power!"

quarta-feira, 23 de março de 2011

Sétima sinfonia



Embora a nona sinfonia seja a obra mais popular de Beethoven, particularmente gosto da sétima sinfonia. É brilhante! Aliás, como toda a sua obra.

Beethoven era alemão, mas seu nome de família mostra a ascendência holandesa. Ludwig deixou a escola com apenas 11 anos e aos 13, já ajudava no sustento da casa, trabalhando como organista, cravista, músico de orquestra e professor. Era um adolescente introspectivo, tímido e melancólico, freqüentemente imerso em devaneios.

Em 1784, Beethoven tornou-se amigo do jovem conde Waldstein, que notou o talento do compositor e o enviou para Viena, na Áustria, para que se tornasse aluno de Mozart. Em duas semanas, Beethoven voltou para Bonn, supostamente porque Mozart não lhe deu a atenção esperada.

Começou então a fazer cursos de literatura, como uma forma de compensar sua falta de estudo. Teve contato com as fervilhantes idéias da Revolução Francesa e a literatura pré-romântica alemã de Goethe e Schiller. Esses ideais se tornariam fundamentais na arte de Beethoven.

Em 1792, Beethoven partiu definitivamente para Viena, novamente por intermédio do conde Waldstein. Dessa vez, Ludwig havia sido aceito como aluno de Haydn - a quem chamaria de "papai Haydn". Beethoven também teve aulas com outros professores.

Surgiram então os primeiros sintomas da surdez. Em 1796, na volta de uma turnê, começou a queixar-se, e teve o diagnóstico uma congestão dos centros auditivos. Tratou-se com médicos e melhorou sua higiene, a fim de recuperar a boa audição. Escondeu o problema de todos.

O suicídio era um pensamento recorrente. O que o fez mudar de idéia foi encarar a música como missão: "Foi a arte, e apenas ela, que me reteve. Ah, parecia-me impossível deixar o mundo antes de ter dado tudo o que ainda germinava em mim."

Beethoven nunca se casou e sua vida amorosa foi uma sucessão de insucessos e de sentimentos não-correspondidos. Apenas viu realizado um amor correspondido. A revelação está na "Carta à Bem-Amada Imortal", escrita em 1812. A identidade dessa mulher nunca ficou clara e suscitou muitas especulações. Um de seus biógrafos concluiu que ela seria Antonie von Birckenstock, casada com um banqueiro de Frankfurt.

Beethoven passou os anos seguintes em depressão, mas, ao sair dela em 1819, deu inicio a um período de criação de obras-primas: as últimas sonatas para piano, as "Variações Diabelli", a "Missa Solene", a Nona Sinfonia e, principalmente, os últimos quartetos de cordas.

Foi em plena atividade, cheio de planos para o futuro (uma décima sinfonia, um réquiem, outra ópera), que ficou gravemente doente - pneumonia, além de cirrose e infecção intestinal. Morreu no dia 26 de março de 1827.
A obra de Beetoven inclui uma ópera ("Fidelio"), música para teatro e balé, missas; sonatas; cinco concertos para piano, um para violino e um tríplice, para violino, violoncelo e piano; música de câmara (os quartetos de cordas) e nove sinfonias.

Fonte: educaçãouol.com.br